Família do torcedor quer processar médico

O advogado José Luiz Pereira, contratado pela família do torcedor Marcos Gabriel Cardoso Soares, que morreu após agressão de torcedores palmeirenses no domingo, deve entrar nesta sexta-feira com uma representação criminal contra o médico Paulo Shigeru Ishikawa e o Pronto Socorro Muncipal Dr. Álvaro Dino de Almeida, responsáveis pelo primeiro atendimento ao garoto. "Pelo material que colhemos, está constatada a negligência do médico que atendeu Marcos. É bom frisar que a família não quer vingança. Quer apenas que seja feita justiça e que erros como esse não ocorram mais", disse Pereira. Paralelamente à queixa criminal, o advogado deve entrar com uma ação de reparação de danos morais e materiais, na esfera cível contra a Prefeitura de São Paulo. "O médico é funcionário municipal e o hospital é um pronto socorro municipal. Quem deve responder é a prefeitura." Em relação à torcida organizada Mancha Alviverde, Pereira vai aguardar a apuração do caso pela polícia e, se for comprovada a participação da torcida, será estudada uma nova ação incluindo a torcida como uma das responsáveis pela morte do garoto. "Sei que a polícia já encontrou suspeitos e todos eles pertencem à torcida. Como devem ter bons antecedentes, eles foram soltos. Mas a investigação continua e nós vamos aguardar os resultados para ver se cabe uma ação contra a torcida." O advogado adiantou que a Federação Paulista de Futebol não será responsabilizada. Segundo o Estatuto do Torcedor, a Federação é responsável pela segurança num raio de cinco quilômetros ao redor do estádio. A briga ocorreu na Barra Funda, que fica a mais de 15 quilômetros do Morumbi.

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