Emiliano Oppezzo/Divulgação - 15/5/2014
Emiliano Oppezzo/Divulgação - 15/5/2014

Família Simeone faz festa com títulos na Espanha e na Argentina

Diego comanda Atlético no título espanhol, enquanto Giovanni faz parte do River, na conquista argentina

Wilson Baldini Jr., O Estado de S. Paulo

20 de maio de 2014 | 07h02

SÃO PAULO - A família Simeone teve um domingo especial. Enquanto o pai, Diego, festejava após 18 anos a conquista do título espanhol com o Atlético de Madrid, em pleno Camp Nou, diante do poderoso e badalado Barcelona, o filho, Pablo Giovanni, comemorava a ressurreição do River Plate, com a conquista do 35.º título argentino, depois do clube ter passado pelo calvário da segunda divisão.

"Eu sinto muito por não poder estar em Buenos Aires", disse Diego Simeone, 44 anos, que desfilou em carro aberto pelas ruas da capital espanhola. "Mas espero que meu filho aproveite este momento, pois o primeiro título a gente jamais esquece."

Diego Simeone teve dupla felicidade, pois havia sido o último técnico a ser campeão com os "Millonarios" em 2008. Como jogador, na Argentina, atuou apenas pelo Vélez Sarsfield e Racing.

Pela seleção argentina, disputou três Copas do Mundo (1994, 1998 e 2002), foi bicampeão da Copa América (1991 e 1993), além do título da Copa das Confederações em 1992, em 106 jogos disputados.

Giovanni nasceu há 18 anos, em Madri, quando o pai era jogador do Atlético de Madrid. Está no River desde o começo do ano passado, levado pelo técnico Ramón Diaz, responsável por fazer um trabalho de reestruturação da tradicional equipe argentina, após a queda para a segunda divisão em 2011, até o título conquistado no domingo, com uma goleada, por 5 a 0, sobre o Quilmes em um enlouquecido Monumental de Nuñez, completamente lotado.

Giovanni soma 11 jogos e dois gols pelo River. Na vitoriosa conquista, o ponta de lança teve participação discreta e esteve em campo em cinco oportunidades, sem ter balançado as redes. No total, atuou somente 109 minutos.

Em recente entrevista ao jornal Mundo Deportivo, Giovanni não economizou elogios ao pai. "Ele está mudando o futebol. Mudando a filosofia do jogo. Todos os movimentos em campo possuem uma orientação tática. O time do Atlético é um reflexo do que ele pensa."

Bom finalizador e ótimo nas bolas altas (mede 1,80 metro e pesa 77 quilos), Giovanni foi convocado pelo técnico Alejandro Sabella para integrar um grupo de jovens talentos que vai trabalhar com a seleção argentina, a partir de segunda-feira, na preparação para a Copa do Mundo.

Em dois anos e cinco meses no comando do Atlético de Madrid, Simeone soma os títulos da Liga Europa, Supercopa da Europa (ambos em 2012), Copa do Rei (2013) e o Campeonato Espanhol (2013-2014). Além disso, classificou a equipe para a final da Liga dos Campeões, que será disputada sábado, em Lisboa, diante do Real Madrid, feito que o clube não conseguia desde 1974, data de sua primeira e única final no torneio continental.

"Sei da urgência que tem o Atlético. Não me assusta. Pelo contrário, momentos de desafio como esse apenas me motivam", disse Simeone, em sua apresentação ao clube espanhol, revelando que iria ter um grupo "agressivo, forte e aguerrido". Promessa cumprida.

Diego retribuiu os elogios do filho. "Eu tenho muito orgulho dele. Ele ainda é muito novo e tem muita coisa para aprender, mas o mais importante é que está no caminho certo. Tenho confiança que vai vencer na carreira, pois tem vontade e sabe ouvir conselhos."

FINAL 

No sábado, Real Madrid e Atlético de Madrid decidem a Liga dos Campeões em Lisboa - o atacante Diego Costa, um dos principais nomes do Atlético, está contundido e é dúvida para o jogo.

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