Família viaja de carro para acompanhar a seleção uruguaia

Casal e três filhos deixaram o Canadá, pegaram uma minivan em Montevidéu e chegaram a ficar 39 horas sem dormir pela Celeste

Felipe Corazza - Enviado especial a Natal, O Estado de S. Paulo

24 de junho de 2014 | 05h00

 O roteiro de Fredd Ramón e sua mulher, Maristela Cabrera, foi longo: de Toronto, no Canadá, a Montevidéu, no Uruguai, e de lá para todas as sedes onde a Celeste jogaria na Copa do Mundo. O marido, uruguaio, convenceu a mexicana com quem é casado há 10 anos a uma rota ainda mais difícil: da capital uruguaia em diante, seguiriam viagem de carro até Fortaleza e, de lá, para Natal.

Com três filhos, a família pegou uma minivan, colocou uma bandeira do Uruguai na porta traseira, um cachecol com as cores do país no painel e pegou a estrada. As crianças viajaram todas vestindo uniformes da seleção. O mais velho, Diego, tem 10 anos. A irmã do meio, Carol, tem 9 e o mais novo, Roberto, 5.

A viagem durou cinco dias até Fortaleza, sede do primeiro jogo que os Ramón viram. E houve pouco descanso para os pais, que se revezaram ao volante.

O casal conta que um trecho os deixou 39 horas sem dormir. O motivo: medo de entrar na cidade de São Paulo depois de verem uma manifestação acontecendo na Marginal do Tietê. “Passando por São Paulo, havia uma manifestação e não quisemos entrar na cidade, onde iríamos descansar. Então, seguimos direto a Brasília”, relatou Maristela ao Estado.

Depois, a família foi para Lençóis, na Bahia, e seguiu para a capital cearense. Para distrair os filhos no longo caminho, telas nos bancos de trás passavam DVDs infantis. A família também instalou um videogame no carro. “Foi a melhor aquisição que fizemos”, afirmou a mãe. 

INCIDENTE 

Os problemas também incluíram um acidente inusitado: quando saía de uma parada, o carro da família atropelou dois burros. Felizmente, a batida não causou ferimentos ou danos no veículo. “O carro, ainda bem, não nos falhou até agora”, comemorou Ramón. 

De Fortaleza, os cinco seguiram viagem até Natal, onde passaram parte da noite de domingo esperando a Celeste chegar ao hotel, na Via Costeira. Apesar dos percalços e do longo tempo de viagem, todos estavam muito animados no meio de um grupo de quase 200 torcedores que também esperavam. 

Fredd juntou-se a amigos que cantavam e agitavam bandeiras para saudar os jogadores na entrada do estacionamento, enquanto Maristela e as crianças usavam o teto solar do carro como “arquibancada” para ver o movimento. O ônibus chegou por volta das 20 horas.

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