Familiares vão acompanhar os jogadores da seleção durante a Copa

Familiares vão acompanhar os jogadores da seleção durante a Copa

Comissão técnica abre possibilidade e pessoas próximas poderão ficar perto da concentração brasileira

Almir Leite, Fábio Grellet, Marcio Dolzan / RIO, O Estado de S.Paulo

15 Maio 2018 | 07h00

Da apresentação até a estreia na Copa do Mundo, dia 17 de junho, contra a Suíça, em Rostov, a seleção brasileira terá 27 dias de treinos. Os jogadores estão em fim de temporada e muitos deles jogam na Europa. Assim, ficam longe dos familiares e amigos durante boa parte do ano. Por isso, a ideia da comissão técnica de levar pessoas próximas dos atletas à Rússia.

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Os familiares e amigos ficaram em um espaço próximo ao complexo que servirá de quartel-general da seleção brasileira, na cidade de Sochi. “Nunca vi um um pai, uma mãe, uma esposa, um amigo, ser mal recebido. Entendemos ser importante a presença da família. Eles não vão estar juntos, no mesmo local que a gente, mas estarão próximos.''

Os jogadores poderão ter contato com os familiares nos dias de folga, mas também está sendo estudado a possibilidade de encontros mesmos em dias de atividades, desde que não atrapalhe os treinamentos – isso acontecerá nos períodos livres do dia.

A presença das pessoas próximas aos atletas e a liberalidade da comissão técnica, no entanto, não significam que a privacidade da seleção ficará em segundo plano. Desde a primeira fase dos treinamentos, na Granja Comary em Teresópolis, a partir da próxima semana, em algumas ocasiões não será permitido nem o acesso dos jornalistas aos treinamentos. Até o final da primeira fase serão seis dias de treinamentos fechados, em que não será possível nem mesmo a fotógrafos e cinegrafistas captarem imagens do aquecimento ou da fase inicial da atividade.

De acordo com a programação divulgada ontem pela CBF, em apenas oito ocasiões os treinamentos serão totalmente abertos à imprensa. Mas em alguns desses dias os jogadores não concederão entrevistas.

É uma situação bastante diferente da vivida na Copa do Mundo de 2014, quando todos os treinos foram abertos aos jornalistas e havia entrevistas diárias. A presença de torcedores na Granja Comary também era habitual, notadamente convidados dos patrocinadores da CBF. Em algumas ocasiões, torcedores comuns tinham acesso, mas, na maioria das vezes, assistiam ao treino por meio de um condominio existente ao lado da concentração da seleção.

A comissão técnica da seleção brasileira não confirma, mas a delegação deverá trocar o local de concentração depois do fim da primeira fase da Copa, optando por algum lugar mais próximo a Moscou.

A CBF também anunciou ontem os chefes de delegação da seleção antes e durante a Copa. No período de preparação na Granja Comary o encarregado é José Carlos Peres, presidente do Santos; em Londres, a chefia será de Nelson Mufarrej, presidente do Botafogo; na Rússia, assume Rogério Caboclo, futuro presidente da CBF.

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