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Fantasma da demissão ronda o clássico

De um lado, pressão sobre o técnico. Do outro, ainda mais pressão. O clássico Corinthians e Portuguesa, hoje, às 17 horas, no Morumbi, será o mais tenso deste início de temporada e pode terminar com Juninho Fonseca ou Dario Pereyra perdendo o emprego. A pressão por melhores atuações e resultados tirou o sossego dos técnicos Juninho e Dario nos últimos dias. Do lado corintiano, Juninho começou o ano sob a desconfiança de ser um treinador recém-saído das categorias de base do próprio clube. Ganhou crédito da diretoria, mas não vem conseguindo fazer seu renovado time convencer.E o treinador corintiano precisa apagar a péssima impressão que deixou na quarta-feira, na estréia da equipe na Copa do Brasil. Embora tenha vencido o Botafogo da Paraíba por 2 a 0 e eliminado a necessidade da realização da partida de volta, Juninho ficou desgastado. Não apenas pelo fato de ter escalado o time com três volantes marcadores e três atacantes isolados pela falta de um jogador de criação, mas sobretudo por insistir em defender tal esquema nos dias seguintes ao jogo.Mas a torcida corintiana pode ficar tranqüila. Embora Juninho se mostre teimoso na frente dos microfones e das câmeras, já percebeu que não há clima para repetir a formação tática adotada em João Pessoa. A pressão contrária a seus conceitos não veio apenas da opinião pública. Partiu de dentro do Parque São Jorge e foi manifestada até mesmo por jogadores. ?Estou sofrendo pressão e não tenho nem 30 dias de trabalho. Mas essa cobrança de 30 milhões de corintianos até me dá força, motivação?, afirmou o comandante, que foi obrigado a mudar o time também por causa da confirmação, ontem, das ausências de Adrianinho e Gil, contundidos.Na Portuguesa, Dario Pereyra, apesar de esbanjar confiança e pedir calma, sabe que um resultado negativo será fatal para sua permanência no comando do time. A Portuguesa é vice-lanterna do Grupo 1 do Paulistão, com apenas um ponto em três partidas, e uma derrota joga o time definitivamente na lista dos ameaçados pelo rebaixamento. Por isso, Dario reuniu-se com os jogadores na sexta-feira, pediu mudança de comportamento, garra e, acima de tudo, que seus atletas não temam o rival. Quer surpreender o Corinthians e os dirigentes lusos, que já desconfiam de sua capacidade. Provavelmente, só um dos técnicos terminará bem o clássico.

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