Farah assume culpa pelos ?cartões?

O presidente da Liga Rio-São Paulo e da Federação Paulista de Futebol, Eduardo José Farah, demorou 17 dias para explicar a adoção dos cartões como critério de desempate no Rio-São Paulo. Quando o fez, usou um argumento difícil de engolir. Em entrevista ao Esportes Show, do site terra.com.br, nesta quinta-feira, atribuiu o esdrúxulo critério a um erro de redação do regulamento e garantiu que não teve intenção de dar tal força aos cartões. ?Esse item (dos cartões) deveria vir antes do sorteio, mas depois de pontos ganhos, número de vitórias, saldo de gols e maior número de gols marcados. Mas foram colocadas duas palavras no regulamento, que não existiam na minuta, que mudaram isso?, disse. Ele não revelou quais foram as ?palavras da discórdia? nem quem foi o responsável pela redação final do texto. A Agência Estado tentou ouvi-lo nesta sexta-feira à tarde, mas a informação na FPF foi de que ele não estava na entidade. Farah reconheceu na entrevista que errou e que ninguém ? nem os clubes ? percebeu a alteração no texto. ?Estou arrependido de não ter lido cuidadosamente o regulamento. Fui desatento.? O critério dos cartões transformou-se em polêmica antes do início das semifinais do torneio, quando, em reunião de Farah com os dirigentes do Corinthians, São Paulo, Palmeiras e São Caetano, decidiu-se por sua manutenção. O encontro ocorreu em 15 de abril e desde então Farah evitava falar sobre o assunto. O advogado Eraldo Panhoca, especialista em legislação esportiva, disse que, em casos como esse, não há nada a fazer. ?Se (o regulamento) foi publicado, ninguém pode alegar ignorância.?

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.