Farah não explica aplicação na Suíça

O presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), Eduardo José Farah, prestou hoje depoimento à CPI da Nike na Assembléia Legislativa de São Paulo, mas não conseguiu esclarecer um mistério. Aliás, que nem a quebra do sigilo bancário da entidade revelou. Trata-se da confusão de datas que cerca a venda do passe do meia polonês Pierkarski, comprado do Rentistas, do Uruguai, por R$ 1,2 milhão, em fevereiro de 1998, para jogar no Mogi Mirim, e vendido ao Bastia, por US$ 1,8 milhão, em julho do mesmo ano.O problema é a data em que o clube francês teria pago à FPF duas parcelas iniciais de U$ 600 mil (a terceira não foi paga). "Segundo o Banco Central, o dinheiro só entrou no País em novembro de 2000, quando foi pedida a quebra de sigilo bancário", diz o deputado Léo Alcântara (PSDB-CE).Farah explicou que o dinheiro foi aplicado na Suíça, pela empresa Kivingston Molding S/A, e os rendimentos, cerca de US$ 122 mil, entrariam, hoje (30), no País. "Ele tem de explicar por que o dinheiro foi aplicado no exterior", afirmou Alcântara, que analisará os documentos entregues por Farah.O dirigente ainda terá de explicar o depósito de três cheques da FPF na conta do Central Español, de R$ 400 mil. Farah crê que teria sido "acerto de algum filiado, que devia dinheiro ao clube uruguaio e pediu socorro à FPF".CASSAÇÃO - "É a Rede Globo que pauta os senadores", disse o deputado Eurico Miranda (PPB-RJ), sobre o processo de cassação de seu mandato pela CPI do Futebol, por quebra de decoro parlamentar. Eurico, no entanto, admite que não deveria ter colocado o logotipo do SBT na camisa do Vasco, na final da Copa João Havelange. Além da Globo, atacou Pelé. "Ele explora o futebol visando ao lucro pessoal."

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