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Favoritismo em Atenas motiva Scheidt

Depois da conquista do sétimo título mundial da Classe laser, realizado em Bodrum, na Turquia, o velejador Robert Scheidt chegará aos Jogos Olímpicos de Atenas, em agosto, com moral: é o favorito. Ele sabe e gosta disso. A preparação para a principal competição do ano será na própria raia olímpica, disputando o Campeonato Grego. ?Aprendi a lidar com o favoritismo, essa não será a primeira vez que chegarei como o favorito. Isso tem pontos positivos e negativos: você tem um nome forte e pode até acuar os adversários, tem seu espaço respeitado e chega com moral nas competições, mas também é o cara a ser batido?, contou Scheidt nesta segunda-feira durante uma coletiva em que apresentou seu novo patrocinador, a Medley Genéricos. O velejador embarcará para a Grécia no dia 12 de junho, onde treinará ao lado de gregos e espanhóis. Do dia 25 a 29 do mesmo mês o brasileiro estará no Campeonato Grego. ?Será mais ou menos um Mundial, já que todo mundo vai estar por lá. Perguntei aos meus adversários e a maioria vai estar na Grécia. Por isso, não vou participar da tradicional Semana de Kiel, na Alemanha. Não vale a pena disputar uma competição no frio, enquanto em Atenas teremos um clima quente com ventos instáveis.? Durante o Mundial de Bodrum, o principal adversário de Scheidt foi o australiano Michael Blackburn, que acabou na terceira colocação. Ele deve ser o principal adversário de Scheidt em Atenas. ?Durante todo o tempo ele estava me marcando e queria me prejudicar, ele foi para o tudo ou nada e cometeu um erro. Ele é um adversário muito consistente, mas em Atenas deve ter uns nove brigando pela medalha de ouro, sem contar os que correm por fora.? A conquista do sétimo título mundial fez Scheidt ser comparado a ídolos como Pelé, Gustavo Kuerten e Ayrton Senna. Mesmo não pertencendo a uma modalidade muito difundida no Brasil, o velejador já colhe alguns frutos. ?Conquistar sete títulos mundiais é um feito muito grande. Claro que cada modalidade tem suas dificuldades e seus calendários, mas tenho muito orgulho de ser comparado a caras como esses. Mesmo a vela não sendo um esporte muito popular no Brasil, as coisas estão melhorando: fui abastecer meu carro no posto e o frentista me reconheceu e me parabenizou. Até ganhei uma lavagem no carro?, lembra o também líder do ranking mundial da Federação Internacional de Vela (ISAF). A competição na Turquia serviu para Scheidt ganhar confiança. Das sete competições que disputou este ano, venceu todas. ?Não sei se estou no melhor momento da carreira, mas é certamente um dos melhores. Estou com um bom preparo físico?, afirma. ?Mas não existe medalha garantida, essa é a graça do esporte: nem sempre os favoritos ganham. A meta é ficar no pódio olímpico, mas no Brasil, só o ouro é valorizado?, critica. Ouro em Atlanta/96, Scheidt ficou com a prata em Sydney/2000.

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