FBA vai investir R$ 30 milhões na Série B

Mesmo sem a presença de Palmeiras e Botafogo, que conseguiram voltar à Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro, a Futebol Brasil e Associados (FBA), empresa que administra a Série B, vai investir três vezes mais na competição em relação ao ano passado. De acordo com o presidente da entidade, Peter Silva, a estimativa de gastos com a ajuda aos 24 clubes somados aos custos operacionais (arbitragem, exames antidoping, passagens aéreas e hospedagem) ficarão em torno de R$ 30 milhões. Mas a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) também deve ajudar a FBA no que diz respeito aos gastos com árbitros e nosexames antidoping. ?Estamos fechando acordos para ajudar todos os clubes da Segunda Divisão. Não tenho dúvida quanto ao sucesso do campeonato mesmo sem Palmeiras e Botafogo?, declarou Peter Silva, durante o encontro de presidentes e representantes dos clubes da Série B em um hotel do Rio. A FBA espera arrecadar cerca de R$ 13,5 milhões com as cotas de televisionamento (TV aberta e fechada) e com o Pay-Per-View. O dirigente também falou de um projeto inédito no futebol brasileiro que será implantado durante o campeonato. Numa parceriacom a CBF, os clubes vão selecionar jogadores entre 14 e 17 anos que serão enviados para a Granja Comary, em Teresópolis, na região serrana, para um trabalho especial com o diretor das categorias de base da entidade, o ex-jogador Branco. Ele ainda abordou o Projeto Combine, em que as agremiações escolherão atletas para um período de avaliação em Fortaleza, entre os dias 14 e 18 de junho, para uma possível negociação com times do exterior. O diretor de novos negócios da FBA, Paulo Calheiros, detalhou o segundo projeto. Segundo ele, um estudo realizado pela entidade mostrou que 58% dos jogadores que passam pela seleção brasileira começam a carreira em clubes da Segunda Divisão. ?Vejam o caso do Rivaldo. Começou no Santa Cruz e estourou no Mogi-Mirim. Porém, nenhum deles teve algum benefício com isso?, disse Calheiros, citando também os casos de Mota, do Cruzeiro, e Iarley, atualmente no Boca Juniores, mas que surgiram no futebol do Ceará. ?É um jeito de ajudar os clubes com menor expressão a terem visibilidade na Europa.? A FBA também fechou parcerias com empresa de material esportivo Rhumell, que negociará com cada um dos clubes os contratos, com a Pró-Entertainment, que cuidará dos direitos de imagem dos atletas e com a Dal Ponte, que vai fornecer as bolas da Série B. No total, serão 3 mil bolas, sendo 120 para cada agremiação. Por ser um material caro, uma versão mais barata deverá ser posta nomercado e vendida aos torcedores. Outra parceria foi negociada com a BWA, uma empresa que cuida da confecção dos ingressos para diversos estádios do Brasil. A intenção do seu diretor executivo, Fernando Silva, é a de padronizar os bilhetes e atender ao Estatuto do Torcedor. ?Ostorcedores compram os ingressos e a contabilização é feita naquele momento, online, na tela de um computador?, disse, dando o exemplo do São Paulo, que já tomou tal medida no Morumbi. Na reunião desta sexta-feira, estiveram presentes representantes de quase todos os 24 clubes. Faltaram os do Mogi-Mirim, CRB,Ituano e Brasiliense. Destes, apenas o time de Brasília não explicou o motivo da ausência. O diretor do Departamento Técnico da CBF, Virgílio Elísio,e o diretor do Departamento de Registros da entidade, Luís Gustavo, também compareceram ao encontro.

Agencia Estado,

26 de março de 2004 | 19h53

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