Andrew Harnik/AP
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FBI só entrou no jogo porque corrupção usava bancos dos EUA

Estado anexa relatório de 161 páginas, em inglês, da investigação

O Estado de S. Paulo

28 de maio de 2015 | 12h33

O relatório do FBI para deflagrar o maior esquema de corrupção entre membros da Fifa tem 161 páginas, detalhando a participação de todos os membros detidos e envolvidos na manhã de quarta-feira em Zurique, às vésperas do congresso da Fifa para a eleição de mais um presidente, possivelmente Joseph Blatter, que faria seu quinto mandato à frente do futebol mundial.

O trabalho do Departamento de Justiça dos Estados Unidos só pôde ser realizado porque os membros corruptos da Fifa se valiam de instituições financeiras norte-americanas para 'lavar dinheiro sujo' e movimentar propinas ganhas em esquemas ilícitos. O FBI teve o cuidado de identificar e mostrar, com suas investigações, a teia de tratativas dos dirigentes detidos, como o ex-presidente da CBF, José Maria Marin, acusado de cobrar propina na organização de campeonatos. Só com a Copa América de 2019, ele teria ganho R$ 63 milhões.

As autoridade norte-americanas têm instrumentos para investigar, prender, processar e condenar pessoas estrangeiras por corrupção nos EUA. Loretta Lynch, chefe do Departamento de Justiça dos EUA, disse que os acusados usaram bancos e sistemas do país para transitar dinheiro americano a fim de pagar ou receber propinas em seus esquemas fraudulentos. "Quem enconsta nas nossas fronteiras com empreendimentos de corrupção por meio de reuniões ou do uso do nosso sistema financeiro será considerado responsável", disse James Comey, diretor do FBI.

Loretta Lynch usou como exemplo a realização da Copa América em 2016, que serão nos Estados Unidos. Disse que a competição foi usada como veículo para um esquema de propinas.

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