Chadank Hanna / AFP
Chadank Hanna / AFP

Federação Chinesa de Futebol vai impor limite de salário para jogadores no país

Entidade supervisionará finanças dos clubes para garantir cumprimento das regras

Estadão Conteúdo

21 de novembro de 2018 | 11h06

A Federação Chinesa de Futebol (CFA, na sigla em inglês) anunciou nesta quarta-feira que a Superliga e as outras competições profissionais do país terão um limite salarial a partir da próxima temporada. A informação é da agência oficial de notícias Xinhua.

O valor do limite ainda não foi divulgado, embora a federação tenha indicado que todos os jogadores nacionais - não especificou se os estrangeiros também - deverão assinar novos contratos de acordo com este novo regulamento. Isso pode causar o retorno de jogadores para seus países de origem.

Os limites também alcançarão os prêmios por vitória e a federação proibirá que sejam pagos em dinheiro. Essas novas regras servirão para "conter o investimento irracional e promover o desenvolvimento sustentável das ligas profissionais", segundo fontes da Xinhua.

A China já aplicou um imposto de 100% sobre as assinaturas de contrato de estrangeiros de mais de 45 milhões de yuans (R$ 24,6 milhões), valor reduzido para 20 milhões de yuans (RS 11 milhões) no caso dos atletas chineses. Isso significa que, se uma equipe chinesa registra um jogador em uma transferência equivalente a 10 milhões de euros (R$ 43 milhões), deve pagar a mesma quantia para o tesouro.

Juntamente com os limites de salário e bônus, a federação também anunciou que este imposto será aplicado na Liga da China 1, a segunda divisão nacional.

O principal regulador do futebol chinês reiterou que supervisionará finanças dos clubes para assegurar que as regras sejam cumpridas e evitar contratos duplos e evasão fiscal.

Nos últimos anos, a Federação Chinesa implementou várias medidas para esfriar a bolha do futebol chinês, cujos clubes tinham apressado várias transferências multimilionárias para trazer jogadores com salários muito altos. Assim, nomes de destaque mundial como os brasileiros Oscar, Hulk e Ramires; os argentinos Tévez, Mascherano e Lavezzi; os marfinenses Drogba e Gervinho; o holandês Witsel e o francês Anelka desembarcaram no país nos últimos anos.

 

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