Divulgação/FCP
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Federação Colombiana tenta vetar informações sobre escândalo de ingressos no país

Em 30 de julho, a SIC formulou acusações à Federação Colombiana e às empresas Ticketshop e Ticketya pelo desvio de ingresso após uma investigação que teve duração de dez meses

Estadão Conteúdo

11 Setembro 2018 | 16h06

A Federação Colombiana de Futebol entrou com uma ação de tutela para que um Juiz proíba que a Superintendência de Indústria e Comércio (SIC) revele informações sobre o caso da revenda de ingressos de partidas das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo da Rússia.

A SIC divulgou uma mensagem no Twitter classificando de "insólita" a atitude da FCF. "A SIC defenderá o direito dos colombianos de estarem informados e a liberdade de imprensa", informou.

Em 30 de julho, a SIC formulou acusações à Federação Colombiana e às empresas Ticketshop e Ticketya pelo desvio de ingresso após uma investigação que teve duração de dez meses. Segundo a entidade, as empresas envolvidas junto à Federação organizaram um esquema para desviar ingressos e revendê-los a preços mais altos.

Diante disso, a Fifa abriu investigação preliminar contra a FCF e também contra o presidente do Comitê de Ética da Federação. No mês passado a SIC multou a Ticket Shop em cerca de US$ 245 mil (R$ 990 mil) por enganar os torcedores que tentaram comprar ingressos para a partida entre Colômbia e Brasil pelas Eliminatórias.

Nesse caso, a empresa chegou a anunciar que venderia seis mil ingressos no dia 6 de agosto de 2017 para a partida que aconteceu em setembro daquele ano. Pouco depois, informou que os bilhetes foram comercializados em 42 minutos. No entanto, foram descobertas evidências documentais e digitais que provam que os ingressos não chegaram a ser colocados à venda.

A SIC também investiga Rodrigo Rendón Cano, proprietário do clube Real Cartagena, e o seu filho Rodrigo Rendón Ruiz. O primeiro teria recebido informação privilegiada da FCF para conseguir parceiros e receber uma distribuição exclusiva da entradas. E, de acordo com o superintendente da SIC, Pablo Felipe Robledo, "o desvio massivo de bilheteria e sua posterior revenda somente foi possível graças a comportamentos atribuídos à Federação Colombiana de Futebol".

 

 

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