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José Luis Silva/ CA Linense
José Luis Silva/ CA Linense

Federação diz que Portuguesa pagou rescisão do técnico Guilherme Alves

Nota oficial da assessoria de imprensa da FPF confirma que a diretoria rubro-verde enviou todos os comprovantes de pagamento

Estadão Conteúdo

16 de março de 2018 | 16h54

A Federação Paulista de Futebol (FPF) confirmou nesta sexta-feira a legalidade dos termos da rescisão da Portuguesa com o técnico Guilherme Alves. A nota oficial da assessoria de imprensa da FPF confirma que a diretoria rubro-verde enviou todos os comprovantes de pagamento, o que descarta qualquer possibilidade de que o clube perca pontos pelo registro do atual técnico Alan Aal.

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Respaldado pelo advogado André Oliveira de Meira Ribeiro, Guilherme Alves havia notificado a FPF para denunciar a infração do regulamento por parte da Lusa. Em sua alegação, explicou que recebeu o pagamento referente ao contrato de CLT, mas que ainda aguardava o acerto de direito de imagens e por prestação de serviços.

"Eles depositaram apenas o valor da CLT, que não corresponde ao valor total do que eu deveria receber no registro da minha firma. Além disso, tenho 66 dias de direitos de imagem em aberto", alegou Guilherme, que diz ter aberto mão de dez meses do contrato, que iria terminar só em dezembro.

Apesar deste posicionamento, a FPF esclareceu que o regulamento determina que a rescisão pode ser feita desde que os vencimentos registrados na carteira de trabalho estejam em dia. Os pagamentos por fora, estabelecidos por outros tipos de contrato, não têm influência no registro junto à entidade e têm que ser resolvidos entre clube e funcionário, mesmo que seja na Justiça.

A acusação do advogado André Ribeiro era de que Alan Aal poderia estar atuando irregularmente como técnico do clube. Com isso, Aal está registrado normalmente, situação que livra o clube de uma possível perda de pontos. Outros times ameaçados pelo rebaixamento estavam interessados na possível punição da perda de seis pontos, em dois jogos, contra Rio Claro e Penapolense.

"A FPF segue estritamente o regulamento para registro de novo treinador. No caso da Portuguesa, o clube enviou todos os comprovantes de pagamento e rescisão com o Guilherme Alves, também seguindo o regulamento. Por isso, o clube pôde registrar um novo treinador para a função", diz o comunicado oficial da FPF.

A relação empregatícia firmada entre Guilherme Alves e a Portuguesa é bastante usual no futebol brasileiro. Em acordo, boa parte de técnicos e clubes firma um valor médio no registro de CLT, mas também articula outro contrato por prestação de serviço, de caráter civil, diferente do caso da carteira assinada, que tem caráter trabalhista. No segundo cenário, o profissional recebe em firma aberta no seu nome ou por meio de uma empresa indicada por ele.

A Portuguesa agora segue na luta para não cair para a Série A3. Ela tem 11 pontos, em 12.º lugar, e domingo cedo recebe o Juventus que aparece logo atrás, com nove pontos, em 13.º. Este jogo é válido pela 13.ª rodada. Depois dela, faltarão apenas mais duas para o término da fase de classificação.

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