Laurence Griffiths / AFP
Laurence Griffiths / AFP

Federação inglesa condena racismo contra jogadores após a derrota na Eurocopa

Marcus Rashford, Jadon Sancho e Bukayo Saka foram os alvos por desperdiçarem suas cobranças de pênalti diante da Itália

Redação, O Estado de S.Paulo

12 de julho de 2021 | 08h13

A Associação de Futebol da Inglaterra (FA, na sigla em inglês) divulgou um comunicado oficial, nesta segunda-feira, condenando os ataques racistas nas redes sociais contra jogadores da seleção inglesa após a derrota na disputa de pênaltis para a Itália na final do Eurocopa no domingo. Após empate por 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação, os italianos venceram por 3 a 2, com os ingleses Marcus Rashford, Jadon Sancho e Bukayo Saka, todos negros, desperdiçando suas cobranças de pênalti.

"A FA condena veementemente todas as formas de discriminação e está chocada com o racismo online que tem sido dirigido a alguns de nossos jogadores da Inglaterra nas redes sociais", informou o comunicado oficial. "Não poderíamos deixar mais claro que alguém por trás de um comportamento tão repulsivo não é bem-vindo ao seguir a equipe. Faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para apoiar os jogadores afetados, ao mesmo tempo em que pedimos punições mais duras possíveis para os responsáveis".

A seleção da Inglaterra também divulgou uma nota condenando o abuso dirigido a seus jogadores nas redes sociais. "Estamos desgostosos que parte de nossa equipe - que deu tudo pela camisa neste verão - tenha sido submetida a abusos discriminatórios online depois do jogo desta noite", disse a equipe em sua conta oficial no Twitter.

A polícia britânica informou que investigaria as postagens. "Estamos cientes de uma série de comentários ofensivos e racistas nas redes sociais dirigidos aos jogadores de futebol após a final do #Euro2020", tuitou a Polícia Metropolitana. “Esse abuso é totalmente inaceitável, não será tolerado e será investigado”.

O prefeito de Londres, Sadiq Khan, pediu às empresas de mídia social que removessem esse conteúdo de suas plataformas. “Os responsáveis pelo nojento abuso online que vimos devem ser responsabilizados - e as empresas de mídia social precisam agir imediatamente para remover e prevenir esse ódio”, afirmou o político.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, foi outro que protestou contra o caso de racismo. "Estes jogadores da seleção da Inglaterra merecem ser tratados como heróis e não agredidos racialmente nas redes sociais", escreveu no Twitter. "Os responsáveis destes horríveis ataques deveriam se envergonhar".

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.