Rodrigo Corsi/FPF
Rodrigo Corsi/FPF

Federação Paulista diz que subsídio se destina a ajudar os clubes

No primeiro mandato de Reinaldo Carneiro Bastos, reeleito nesta quinta-feira, foram direcionados aos filiados R$ 53,4 milhões

O Estado de S.Paulo

30 Agosto 2018 | 19h50

A Federação Paulista de Futebol afirmou nesta quinta-feira, por meio de sua assessoria, que o dinheiro distribuído para os clubes a ela filiados é um investimento financeiro para incentivar o fomento do futebol do Estado e não têm fins políticos nem eleitorais. No primeiro mandato de Reinaldo Carneiro Bastos à frente da entidade foram direcionados aos clubes R$ 53,4 milhões.

“É um subsídio para a realização de campeonatos, compra de ingressos para levar mais torcedores aos estádios, cotas por participação e premiação aos clubes vencedores’’, disse a entidade por meio de nota.

A verba também é utilizada para cobertura de despesas como o custeio de controle de dopagem, arbitragem nas categorias de base e de campeonatos das divisões menores, como a Série A3 e Segunda Divisão, cujas receitas geradas não são suficientes para cobrir os gastos.

De acordo com a federação, o aumento da verba de subvenção no primeiro período da administração reeleita ontem, em 120% em relação a último ano em que Marco Polo Del Nero esteve na presidência – deixou o cargo em abril de 2015 e Carneiro Bastos o sucedeu –, faz parte da política de subsidiar torneios que organiza e gerar mais dinheiro para os clubes. Para isso, nos últimos anos a receita das equipes referente a cotas de patrocínio e transmissão de jogos cresceu de 40%.

Confira a nota da Federação Paulista de Futebol:

A reportagem de O Estado de S. Paulo de 30.8, intitulada “FPF paga caro para perpetuar poder” é mentirosa e engana o leitor do jornal. A matéria contém dois erros primários e um conceitual.

Ao contrário do que escreveu o repórter, a FPF não distribuiu R$ 53 milhões aos clubes em troca de apoio politico. O investimento é um subsídio para a realização dos campeonatos, compra de ingressos para levar mais torcedores aos estádios, cotas por participação e premiação aos clubes vencedores de competições. É fomento ao futebol e aos torneios, a missão principal de uma federação. Inclui-se nesta conta, entre tantos subsídios, o custeio de controle de dopagem, arbitragem das categorias de base ou de campeonatos profissionais que não geram receitas vultosas, como a Série A3 e a Segunda Divisão. Dessa maneira, é mentirosa a informação de que a entidade fez pagamentos em troca de votos, uma acusação séria e sem nenhum fundamento. Organizar e subsidiar torneios e gerar economia aos clubes é  política da gestão Reinaldo Carneiro Bastos desde seu primeiro dia como presidente. Ao contrário do que informa ao leitor, não é investimento para se perpetuar no poder.

O segundo ponto é uma premissa básica de um jornalismo de qualidade: ouvir todas as partes citadas, especialmente em uma acusação grave. A FPF, em nenhum momento, foi procurada para se pronunciar sobre o conteúdo da matéria. O repórter Rafael Franco solicitou números do investimento da FPF –que são públicos, diga-se-, mas não pediu nenhum posicionamento sobre sua teoria conspiratória. Se o jornalista tivesse feito o be-a-bá, o leitor seria poupado de ser desinformado.

Entendemos que a obrigação de uma entidade como a FPF é fomentar o futebol e gerar mais dinheiro aos clubes. Aumentamos, sim, a verba de subvenção em 120% de 2014 (último ano da gestão anterior) para 2018. E conseguimos ampliar as receitas das equipes com cotas de patrocínio e transmissão em 40%, no mesmo período.

O dinheiro do futebol paulista é dos clubes. Manter uma federação rica às custas da pobreza dos clubes, temos certeza, não é a política que o Estado de S. Paulo espera de uma entidade esportiva com a responsabilidade e história da FPF.

 

 

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