Oleksandr Osipov/Reuters
Oleksandr Osipov/Reuters

Federação ucraniana explica suspensão a Taison e ignora racismo

Entidade afirma que brasileiro não poderia ter feito gesto obsceno porque partida estava sendo transmitida pela TV

Reuters, Reuters

22 de novembro de 2019 | 17h49

A federação ucraniana de futebol defendeu a decisão de aplicar uma suspensão de uma partida ao atacante Taison, do Shakhtar Donetsk, dizendo que o jogador brasileiro precisava ser responsabilizado por sua reação a insultos racistas do público.

Taison, de 31 anos, mostrou o dedo médio para torcedores do Dínamo de Kiev e chutou a bola nas arquibancadas depois que ouviu as ofensas durante a vitória de 1 x 0 do Shakhtar neste mês. O jogador recebeu um cartão vermelho por causa do incidente.

“Por que era importante responsabilizar o jogador por tal comportamento? Porque o gesto... também foi transmitido pela TV”, disse Igor Gryshchuk, secretário de controle e do comitê disciplinar da Associação Ucraniana de Futebol (UAF), nesta sexta-feira.

“Entendemos que o jogador só o dirigiu às arquibancadas e aos torcedores que expressaram certas emoções contra ele — mas aqueles que assistiram o jogo pela TV, inclusive crianças, podiam perceber o gesto de maneira não apropriada”.

“Seja como for, este comportamento e reação mereceram um cartão vermelho, o árbitro fez a coisa certa quando o usou, em nossa opinião. É por isso que o jogador tinha que ser responsabilizado”.

A associação internacional de jogadores FIFPro havia pedido que o cartão vermelho fosse anulado, mas a federação ucraniana de futebol acabou confirmando a suspensão de uma partida e uma suspensão condicional de duas partidas, na quinta-feira.

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