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Federação volta atrás e libera ingressos para corintianos no clássico

Decisão ocorre depois de Mario Gobbi, presidente do alvinegro, avisar que seu time não entraria em campo sem os bilhetes

ALMIR LEITE, O Estado de S. Paulo

06 de fevereiro de 2015 | 19h30

A Federação Paulista de Futebol voltou atrás na tarde desta sexta-feira e o clássico entre Palmeiras e Corinthians, no Allianz Parque, no próximo domingo, não será mais com torcida única. A informação foi confirmada ao Estado por Isidro Suita Martinez, chefe do departamento de Competições da Federação Paulista de Futebol. "A Federação vai acatar a determinação judicial de vender ingressos para as duas torcidas", afirmou o dirigente. A Federação também divulgou nota oficial em seu site confirmando a venda.

No início da tarde, a juíza Luiza Barros, da 10ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, acatou parcialmente o pedido de liminar do Corinthians que pede a realização do clássico com duas torcidas. A decisão, no entanto, foi parcial. De acordo com o despacho da juíza, o Ministério Público de São Paulo não tem direito de ameaçar nem punir o clube, ou qualquer entidade ligada à venda dos ingressos para a torcida visitante. Essa decisão cabe unicamente à Federação Paulista de Futebol, que decidiu destinar a carga de ingressos para os corintianos.

Antes da divulgação da decisão, o presidente Mario Gobbi concedeu uma longa entrevista coletiva em que ameaçava não entrar em campo caso os ingressos não fossem destinados. Durante a entrevista, Gobbi afirmou que a recomendação do Ministério Público de clássico com torcida única havia sido motivada politicamente. Para realizar o clássico, o Palmeiras terá de abrir mão de 12 mil cadeiras, espaço destinado ao isolamento entre as torcidas.

Abaixo, a nota divulgada pela Federação:

Por decisão da Meritíssima Juíza da 10ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo foi autorizada a venda de ingressos à torcida visitante, no caso  a do Sport Club Corinthians Paulista,  para o clássico de domingo, dia 08 de fevereiro de 2015.

Além disso, a decisão retirou o caráter coercitivo definido na recomendação originária do Ministério Público do Estado de São Paulo.

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