Federações tentam acabar com as ligas

Presidentes de sete federações estaduais vão-se reunir nesta quarta-feira no Rio para articular uma nova frente de batalha contra as ligas de futebol e o calendário quadrienal divulgado ano passado pelo ministro do Esporte e Turismo, Carlos Melles. Eles querem, por meio de uma assembléia geral, reformular a Resolução de Diretoria (RDI) 13/2001, que versa, entre outras coisas, sobre o próximo Campeonato Brasileiro.Pela RDI, a competição, em suas séries A, B e C, seria organizada pela Liga Nacional de Clubes, ainda não formalizada. Mas os dirigentes de federações querem que o Campeonato Brasileiro fique, mais uma vez, a cargo da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).No encontro desta quarta-feira, o grupo terá a presença do jurista Valed Perry, a fim de que discutam se existe algum impedimento legal para que levem a idéia adiante. O presidente da Federação de Futebol de Pernambuco, Carlos Alberto de Oliveira, parecia entusiasmado na tarde de hoje, após um rápido encontro com seus colegas na sede da CBF, e chegou a afirmar que o calendário quadrienal "está sepultado."Carlos Alberto de Oliveira também anunciou que o Campeonato Estadual de Pernambuco será realizado durante a Copa do Mundo e disse acreditar no fim das Copas Regionais já em 2003. "Só dão prejuízo", justificou.Os presidentes afirmaram ter o apoio de vários clubes para "rasgar" o calendário. Citaram Flamengo, Vasco e Palmeiras. O vice-presidente da CBF, Alfredo Nunes, que assinou a RDI, deixou nesta terça-feira o prédio da entidade visivelmente contrariado com a nova estratégia das federações. "Ele só fez besteira", prosseguiu Carlos Alberto de Oliveira.Confirmaram presença na reunião os presidentes das federações do Rio, Eduardo Viana, do Paraná, Onaireves Moura, de Santa Catarina, Delfim Peixoto, de Roraima, José Xaud, do Ceará, Fares Lopes, de Goiás, Wilson Oliveira e o de Pernambuco. Cinco deles integram o Conselho Consultivo da CBF. Outros dois, Peixoto e Carlos Alberto, foram convidados para a discussão por serem advogados. "Vamos proclamar o fim do tal maldito calendário", garantiu Onaireves Moura.

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