JF Diorio/Estadão
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Felipão admite ansiedade: 'Não ganhamos o título, mas estamos encaminhando'

Técnico do Palmeiras afirma que conquista está próxima e ressalta vantagem de cinco pontos sobre o Flamengo

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

22 de novembro de 2018 | 05h00

Até o contido e sisudo técnico Luiz Felipe Scolari, do Palmeiras, se rendeu na noite desta quarta-feira à sensação otimista da proximidade do título do Campeonato Brasileiro. A goleada por 4 a 0 sobre o América-MG, no Allianz Parque, deixou o time alviverde a uma vitória de confirmar a conquista do decampeonato e levou o treinador a demonstrar confiança na conquista.

"Não ganhamos o título, mas estamos encaminhando", disse Felipão em entrevista coletiva. Para ser campeão, o time precisa somar dois pontos nas duas rodadas restantes ou torcer para o Flamengo não ganhar um dos dois próximos compromissos. O Palmeiras tem pela frente no domingo o Vasco, em São Januário, e depois encerra a campanha no Allianz Parque contra o Vitória.

Felipão afirmou que a vantagem de cinco pontos sobre o Flamengo, que derrotou o Grêmio, precisa ser valorizada. "Temos muita coisa para disputar, mas possibilidade enorme. Esse número de cinco pontos é expressivo. Nosso time pode cometer alguns erros que ainda assim continua com a chance do título", afirmou. No domingo, o Flamengo precisará ganhar do Cruzeiro, no Mineirão, e torcer por uma vitória do Vasco para se manter com chances.

O técnico do Palmeiras admitiu estar ansioso com a proximidade do título. Antes do jogo com o América-MG, desligou a televisão no vestiário do Allianz Parque que transmitia a derrota do Inter para o Atlético-MG e cobrou dos jogadores concentração. "Agora a ansiedade diminui. Porque agora temos mais dois jogos só. Temos de trabalhar em cima do que conseguimos", explicou.

O treinador palmeirense ainda brincou ao fim da entrevista coletiva ao comentar que apesar de ter completado 70 anos neste mês, sente a mesma ansiedade e possui a mesma capacidade para trabalhar do que quando era mais jovem. "Ainda tenho muita capacidade para trabalhar. Com 70 anos eu faço as coisas iguais aos meninos de 20. Não com muita frequência, mas faço", disse.

 

 

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