Felipão admite que Brasil está devendo uma boa atuação

O técnico Luiz Felipe Scolari não teve como negar o óbvio: a seleção brasileira não agradou diante do Chile, no empate em 2 a 2 na noite desta quarta-feira, no Mineirão. Depois de cinco jogos comandando o Brasil e só uma vitória, sobre a frágil Bolívia, o treinador reconhece que a equipe está devendo.

AE, Agência Estado

25 de abril de 2013 | 08h32

Em entrevista coletiva, Felipão indicou que entende as vaias vindas das arquibancadas mineiras ainda com a bola rolando para Brasil x Chile. "Nós não jogamos bem. Se nós tivéssemos jogado melhor, a torcida teria reagido melhor conosco. Não tivemos tantas oportunidades como no outro jogo (a vitória sobre a Bolívia) e tivemos mais dificuldades. Não trouxemos a torcida para o nosso lado", disse ele.

De acordo com o treinador, o baixo nível técnico da seleção está diretamente associado à falta de tempo para treinar a equipe. Para este amistoso, por exemplo, ele só teve pouco mais de 48h de contato com os jogadores antes da partida. A apresentação foi na segunda-feira à noite e o único treino na terça. Pelo que promete Felipão, na Copa das Confederações a história será outra.

"Podem esperar uma equipe melhor treinada, melhor entrosada, com padrão. Esse é o quinto treino - ou décimo, porque fizemos cinco jogos e cinco treinos. É normal a gente ter esse desacerto. É comum. Esperava não tanto hoje (quarta), mas aconteceu. Na Copa das Confederações vamos ter dois amistosos antes e 15, 17 dias de treinamento", lembrou ele.

Felipão, porém, não reclamou dessa situação. "Isso é o normal de todos os técnicos, não tenho que me queixar. É o normal dos técnicos da seleção. Não tivemos o tempo necessário com os jogadores que são escolhidos. Estamos escolhendo nos jogos. Não temos uma equipe definida que começou cinco jogos."

Quando questionado sobre o desempenho de Ronaldinho, foi sucinto: "Razoável". Depois, perguntado sobre a possibilidade de entregar o cargo em caso de um fracasso na Copa das Confederações, o treinador foi indelicado. "Sem resposta. (pausa) É piada", disse ele, antes de se levantar e se retirar da entrevista coletiva - aquela já era previamente a última pergunta.

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