Felipão aguarda convite da Itália

Luiz Felipe Scolari não pensaria duas vezes para aceitar, caso fosse convidado a dirigir a seleção da Itália. "Viria correndo", afirmou o brasileiro, em entrevista publicada nesta sexta-feira por La Repubblica, um dos principais jornais do país. O campeão do mundo é um dos cotados a substituir Giovanni Trapattoni, que caiu em desgraça por causa dos últimos resultados ruins da Squadra Azzurra, nas eliminatórias para a Euro-2004.Felipão faz um giro pela Europa, para atualizar-se e também sondar o mercado. Na passagem pela Itália, abriu o jogo para o diário romano. Sem meias palavras, admitiu que seria um "sonho" comandar a equipe da terra de seu avô Luigi, veronês que emigrou para o Brasil em 1904. "Sempre desejei treinar a seleção italiana", disse, com boa dose de diplomacia. "Aceitaria o convite, e custo pouco", emendou, com bom humor.O técnico do Brasil na Copa de 2002 está a ponto de obter passaporte italiano - para facilitar sua movimentação na Europa - e declarou que seria interessante fazer o caminho inverso de seu antepassado. Além disso, não vê como desafio insuperável comandar a reação da Azzurra. Em sua avaliação, os jogadores têm qualidade, mas precisam mudar mentalidade. "Devem voltar a divertir-se quando defendem a seleção", ponderou. "E precisam entender que um atleta não é completo, se não vence com o time de seu país."A previsão dos italianos é a de que Trapattoni perca o emprego no dia 4, depois de reunião com a cúpula da federação de futebol. Mas Franco Carraro, presidente da entidade, garante que não haverá mudança, pelo menos até dia 20 de novembro, quando a Itália recebe a Turquia, em amistoso em Pescara.

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