Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Felipão aposta em um show inesquecível da torcida em Salvador

Treinador espera um espetáculo ainda mais bonito do que o feito no jogo de Fortaleza

MATEUS SILVA ALVES - Enviado especial, O Estado de S. Paulo

22 de junho de 2013 | 08h03

SALVADOR - Na quarta-feira, a torcida cearense emocionou a seleção brasileira ao cantar o Hino Nacional à capela e, depois, ao apoiar o time sem descanso. Parece bastante difícil os baianos superarem neste sábado os "rivais", mas Luiz Felipe Scolari acredita nisso. O treinador aposta que a Fonte Nova dará uma demonstração de apreço à seleção ainda maior do que a vista no Castelão.

Felipão já esteve incontáveis vezes na capital da Bahia e é nisso em que ele se baseia quando diz que o povo de Salvador dará uma histórica prova de amor à seleção. "Eu me lembro de uma vez em que vim à Bahia e vi a torcida ser ainda mais efusiva do que foi em Fortaleza", lembrou o gaúcho, sem mencionar a que jogo se referia. "Quando você joga nesta área (a região Nordeste), é fantástica a forma como os torcedores vibram com o Hino Nacional."

A entrevista coletiva que Felipão concedeu nesta sexta-feira, na Fonte Nova, foi uma evidência concreta do momento de felicidade que vive o treinador. Muito sorridente, ele foi simpático do princípio ao fim e até ameaçou contar uma piada. E distribuiu elogios generosamente, até para os políticos, tão em baixa nestes tempos de manifestações pelos quatro cantos do Brasil.

"Todos nós queremos um país mais justo, e acredito que os nossos governantes também querem. Não podemos só crucificar. Sou otimista, sempre fui", disse Felipão, que evitou comentar as manifestações.

A torcida baiana, segundo o treinador, verá o Brasil buscar a vitória sobre a Itália, ainda que o empate já seja suficiente para dar à seleção a primeira colocação do Grupo A. Mas Felipão admitiu nesta sexta-feira que a sua prioridade é fazer o time aprender a se defender. O Brasil foi muito pressionado pelo México em boa parte do jogo de Fortaleza e isso reforçou no gaúcho a convicção de que é preciso defender melhor para não ficar pelo meio do caminho na Copa das Confederações - e, principalmente, na Copa do Mundo.

"Nós precisamos trabalhar bastante a parte tática", afirmou Felipão. "Só assim nós vamos conseguir colocar em prática o futebol que nós temos. Precisamos ser obedientes taticamente, coisa que nem sempre somos. Não temos uma cultura de defesa, mas isso é importante. Se tivermos essa cultura, alcançaremos o equilíbrio."

NADA DE CANSAÇO

Embora boa parte do elenco da seleção brasileira esteja em fim de temporada, já que joga na Europa, o desgaste físico não é uma preocupação de Felipão e seus companheiros de comissão técnica. Muito pelo contrário. Eles acreditam que os jogadores estão melhorando o condicionamento atlético à medida em que o torneio avança, tudo por causa do trabalho de recuperação feito na seleção brasileira.

"Eles estão há 15 dias (na verdade, são 25 dias) comendo bem, dormindo bem, por isso não tenho preocupação nenhuma de poupar alguém por cansaço", falou o treinador.

Nem mesmo o meia Oscar, o jogador mais desgastado dos 23 que estão defendendo o Brasil na Copa das Confederações, será poupado por esse motivo. "Por lesão, eu posso poupar alguém, mas não por cansaço."

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