Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Felipão aposta no seu ataque contra o poderoso trio uruguaio

Técnico do Brasil diz que tem certeza de que uruguaios estão preocupados com Neymar, Fred, Hulk e até Jô

ROBSON MORELLI - Enviado especial, O Estado de S. Paulo

26 de junho de 2013 | 08h36

BELO HORIZONTE - Felipão sabe o tamanho da encrenca desse ataque uruguaio, com Forlán, Luis Suárez e Cavani, mas também tem certeza de que o técnico Oscar Tabárez não dormiu direito pensando nos jogadores de frente do Brasil, formado por Neymar (3 gols na Copa das Confederações), Fred (2), Hulk e até Oscar. De quebra ainda há Jô (2 gols), que deve entrar no segundo tempo diante dos torcedores mineiros – ele atua no Atlético.

 

"Pergunta para o Oscar (Tabárez) se ele está preocupado com o Brasil? Tenho certeza de que sim. Ele tem a mesma preocupação que nós", comentou Felipão, ressaltando a técnica de seus atacantes, mas reforçando que a seleção está em formação. "Temos de respeitar o Uruguai, mas todos lá sabem que precisam se precaver contra o Brasil."

 

Felipão destacou o nível técnico do torneio, principalmente nas semifinais. Há só campeões do mundo. Garantiu ainda que, em caso de tropeço, seu trabalho andou bastante. "Demos passos importantes e largos, temos um time praticamente formado e esquema de jogo definido. É claro que toda derrota tem impacto, embora não pensemos nisso. Mas sempre pode nos mostrar caminhos, coisa que a vitória não faz."

 

Para esses dois passos que faltam para o Brasil ganhar a Copa das Confederações, Felipão pede carinho do torcedor, até porque entende que o jogo com o Uruguai não será fácil. Tem na memória o recente comportamento dos mineiros no recomeço do seu trabalho diante do Chile. Recebeu muitas vaias.

 

"Estamos melhores agora do que quando começamos. E o torcedor entendeu a sua participação. Conseguimos vencer três jogos importantes, e que não eram amistosos, e recuperamos o respeito de muita gente. A forma com que estamos sendo recebidos nas cidades é espetacular. A seleção precisa desse apoio, e em cada sede tem sido mais bonito. Queremos isso."

 

Não há dúvidas para o treinador de que conseguiu nesta Copa das Confederações contagiar o brasileiro. Essa também era uma meta, dele e de Parreira. "Esse apoio faz com que a gente ganhe forças já no hino nacional. E os adversários sentem isso." Se passar pelo Uruguai, o Brasil desembarca no Rio para a final. Se perder, disputa o terceiro lugar em Salvador.

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