Ayrton Vignola/AE
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Felipão chega, promete amor ao Palmeiras e descarta assumir a seleção

Recepcionado com grande festa, treinador mostra empolgação no clube, assina contrato até o final de 2012 e já cobra a diretoria por mais reforços para o Brasileirão

ANDRÉ RIGUE e TERCIO DAVID - estadão.com.br,

15 de julho de 2010 | 11h59

Apesar do apelo popular para seu retorno à seleção brasileira, Luiz Felipe Scolari descartou assumir o comando do Brasil neste momento. O treinador foi apresentado pelo Palmeiras nesta quinta-feira, com grande festa na Academia de Futebol. Ele jurou amor ao alviverde e prometeu cumprir seu contrato até o final - termina em dezembro de 2012.

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Felipão era o principal nome para comandar o Brasil no lugar de Dunga e montar um projeto para a Copa do Mundo de 2014. O treinador, no entanto, afirmou que está motivado para trabalhar novamente no Palmeiras e que não aceitará um convite para trabalhar em dois lugares ao mesmo tempo.

"Eu me apresentei ao Palmeiras com o intuito de trabalhar no Palmeiras", declarou Felipão. "Agradeço todo o carinho dos torcedores que queriam me ver na seleção. Nunca vou trabalhar num lugar com a intenção voltada para uma segunda intenção. Nesse momento estou focado no Palmeiras, e queria encerrar toda essa situação [de uma possível ida à seleção]."

Felipão trabalhou no Palmeiras de 1997 a 2000, e conquistou o título da Copa Libertadores, o principal na história do clube. Para contratar o treinador, o alviverde teve de investir pesado e fechou patrocínio com três fornecedores - Unimed, Parmalat e Banco Banif -, que estamparão a marca na camisa do treinador.

ELENCO ALVIVERDE

Felipão está preocupado com sua chegada no Palmeiras. O treinador não poderá contar com Diego Souza, que foi para o Atlético-MG, e com Cleiton Xavier, vendido para o futebol da Ucrânia. Como reforços, apenas Tinga e Kléber foram contratados. A negociação com Valdívia está avançada.

"É uma perda grande", admite Felipão. "A nossa parceira provavelmente me fará um carinho para buscar duas peças, porque me tirou dois. É uma situação que naturalmente nós vamos trabalhar. Não estamos aqui apenas para pedir reforços, mas também para trabalhar com os jogadores de base."

Felipão espera contar com o apoio e a compreensão da torcida. "Vou trabalhar com o coração, e de muita boa vontade. Nada mudou do tempo em que estive aqui. Minha forma de trabalhar é a mesma, e quero permanecer por muito tempo. Vamos precisar de paciência e aceitação até o final deste ano. Um projeto não dá frutos de um dia para o outro."

Felipão não comandará o Palmeiras no jogo contra o Santos. "Falei para o Murtosa [auxiliar]. Se ele perder está fora", disse, com risos. "Não vou assumir o time no jogo desta quinta, até porque não conheço muito bem o elenco. Tive alguns compromissos [comentava a Copa na África do Sul], e só agora que estou começando o trabalho."

GRANA TODA DO PALMEIRAS

O salário de Felipão gira em torno de R$ 700 mil. A diretoria do Palmeiras afirma que banca 100% do valor, e que os patrocínios na camisa do treinador entrarão para os caixas do departamento de futebol. Antes de Scolari, o Palmeiras teve Luxemburgo, Muricy Ramalho e Antônio Carlos, este último com um salário menor.

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