Felipão cogita estar em amistoso

De volta ao Brasil após fazer aparição na primeira final da Copa Libertadores da América, entre Olimpia do Paraguai e São Caetano, em Assunção, em entrevista à Rádio Gaúcha, nesta sexta-feira, o técnico Luiz Felipe Scolari falou de alguns jogadores, fato raro para quem sempre prefere citar o grupo. E ao falar de Emerson, Felipão deixou escapar alguma luz sobre o mistério que faz quanto a seu futuro na seleção. "Se ficarmos até o jogo (amistoso programado) do dia 21 de agosto vamos falar com Emerson e saber suas condições", adiantou. O técnico vai definir a renovação de seu contrato com a CBF no início de agosto (dia 4 ou 5), quando tem reunião com Ricardo Teixeira.O técnico disse que por força das lesões que enfrentou, Ronaldinho não terá mais 100% da capacidade atlética que já teve, mas considerou que com os 85% que atingiu mantém-se como um fora de série. Scolari revelou, ainda que durante a Copa do Mundo teve de tomar algumas atitudes firmes com o artilheiro. "Em determinados momentos ele é mimado e, de vez em quando, como todo o menino, precisa de um puxão de orelhas", comentou, reconhecendo, no entanto, que o craque refletia e obedecia as ordens do comando.O técnico também reservou elogios a Ronaldinho Gaúcho, afirmando que o jogador é participativo, cumpridor das funções determinadas, mesmo quando contrárias às suas características, e confiante no seu potencial a ponto de tentar de novo jogadas que num primeiro momento deram erradas. "Ele será um dos grandes craques do mundo pelo menos até 2008", previu. Pelé - Em mais uma explicação para as críticas que fez a Pelé, o técnico Luiz Felipe Scolari disse nesta sexta-feira que suas opiniões devem servir para que o Rei do futebol possa pensar sobre as atitudes que tomou antes da Copa do Mundo. "Ele foi visitar os atletas na concentração, em Portugal, e ao sair deu entrevista dizendo que o Brasil não chegava, ou seja, foi uma atitude na frente dos jogadores e outra de lado", justificou Scolari, sem esconder a mágoa. O técnico também revelou que resolveu abrir o verbo porque sentiu que o mal-estar entre Pelé e os jogadores da seleção acabaria vazando por terceiros, causando polêmicas ainda maiores. "Agora, quando solicitados, os jogadores já sabem que têm o respaldo do técnico com quem conviveram por 60 dias", comentou, dando a entender que sua postura é a de quem assume o ônus da discussão para deixar seus comandados à vontade se quiserem tratar do assunto sem ficar no centro da polêmica.Lembranças - Ao recordar sua trajetória na seleção, Scolari identificou como piores momentos o início, quando, reconheceu, não tinha conhecimento da função - sua única experiência tinha sido a de dirigir o Kuwait na Copa do Golfo -; a angústia das eliminatórias, quando o Brasil poderia ser eliminado de uma Copa pela primeira vez; e os dois meses que antecederam a viagem para a Catalunha, por causa da pressão que sofria para convocar jogadores. Às rádios gaúchas, nas quais diz ter amigos que o acompanham há mais de 20 anos, Scolari reservou as primeiras entrevistas exclusivas da fase pós-Copa. "Quando precisamos de alguns, alguns nos ajudaram", lembrou, para agradecer o apoio da imprensa do Rio Grande do Sul. Na semana que vem, o técnico promete falar às rádios Guaíba e Bandeirantes.

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