Felipão comanda treino coletivo e 'tranca' lado esquerdo do time

Treinador da seleção brasileira paralisou o trabalho quando Hulk abandou o setor para se "enroscar" com Oscar pela direita

Robson Morelli - Enviado especial a Teresópolis, O Estado de S. Paulo

09 de junho de 2014 | 18h03

Durante todo o coletivo desta segunda-feira, provavelmente o último em campo inteiro antes da partida contra a Croácia, a primeira da Copa do Mundo, Felipão trancou o lado esquerdo da seleção. É por ali a saída de bola dos croatas, de acordo com as informações que a comissão técnica tem, coletadas por Alexandre Gallo, um dos espiões do Brasil no torneio. O teste valeu. O treinador só perdeu as estribeiras uma vez, já na segunda parte do trabalho, porque Hulk abandonou seu posto para se "enroscar" com Oscar do lado direito. Estava fora de posição.

A bronca serviu para alertar os jogadores e também para perceber que Felipão não admite desconcentração na estreia. Quer os jogadores focados os 90 minutos. "Vocês dois estão desse lado e não tem ninguém aqui. Estava errado", disse, ao lado de Maicon, que era o cara da direita do time reserva. Felipão sabe que o menor descuido pode ser fatal numa competição de tiro curto. A estreia ainda traz uma carga gigantesca de ansiedade nos jogadores, como eles próprios começaram a afirmar desde domingo, e seu resultado é fundamental para assegurar a classificação do time.

Marcelo e Hulk trataram de fechar a porta do lado esquerdo da seleção. Nada passava por ali. O lateral, exímio apoiador, não passou do meio de campo nos primeiros 38 minutos de bola rolando. Foi obediente como nunca. Hulk, talvez ao lado de Luiz Gustavo o melhor jogador tático do Brasil, ajudava o companheiro nesse serviço. O próprio Luiz Gustavo era o terceiro homem do setor. E quando a seleção precisava de mais um, David Luiz, com toda a sua disposição, aparecia para acabar com a graça dos 'croatas' de Felipão.

Desta vez, Neymar e Hulk não trocaram de lado como de costume. O atacante do Barcelona, que assustou ao sentir uma pegada mais forte, manteve-se na direita, combinando com Oscar, Daniel Alves e Paulinho. Felipão usou o coletivo, que ainda teve mais 24 minutos depois da parada, para se precaver. Dessa forma, ele acredita que o Brasil não será competitivo.

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