JF Diorio/AE - 17/7/2010
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Felipão desabafa e promete evitar críticas ao Palmeiras

'Eu sou o treinador e assumo 100% da culpa', disse o técnico, após negar crise com seus jogadores

AE, Agência Estado

10 de setembro de 2010 | 22h28

Luiz Felipe Scolari disse nesta sexta-feira que não gostou da repercussão das suas declarações sobre o desempenho do Palmeiras no jogo com o Cruzeiro. Ao final da partida, no domingo passado, o técnico afirmara que seu time havia mostrado um futebol "de várzea".

Felipão reclamou das notícias sobre o episódio e negou que tenha gerado atrito no grupo. "Alguns [jornalistas] distorceram os fatos. Falaram que depois do que eu disse, alguns jogadores poderiam tomar uma atitude contrária ao que eu falei... Não existe nada disso. Aquilo foi o recado de um comandante para os meus torcedores. Era um aviso de um profissional preocupado com o que estava acontecendo", explicou.

Diante da repercussão negativa, o treinador avisou que será mais comedido em seus comentários sobre o time. "Alguns não aceitam sinceridade. Pois então eu vou tomar atitudes. Deixarei de ser transparente com vocês [jornalistas] e serei apenas comum nas minhas entrevistas. Falarei apenas o básico", afirmou.

"Escreveram por aí que eu assusto meus jogadores, que sou falastrão... Quer dizer que eu não posso falar? Quando falei aquilo, foi para dar uma satisfação ao meu torcedor. Mas, agora, deixarei de ser sincero", reforçou.

O técnico negou ainda que tenha faltado comprometimento dos jogadores em razão de eventuais atrasos nos salários. "Uma coisa eu posso garantir ao meu torcedor: não existe gandaia, atleta de balada aqui. Todos treinam e se dedicam ao extremo. Isso eu garanto e assino. E salário não é motivo de atleta não correr", declarou Felipão, que assumiu a culpa pelos últimos resultados da equipe. "Eu sou o treinador e assumo 100% da culpa. Ponto final, não se fala mais nisso".

Em relação ao futuro do Palmeiras no Brasileirão, o técnico pediu uma mudança de postura aos jogadores. "Chega de só ficar falando que vai mudar. Está na hora de querer mais. Para jogar no Palmeiras, é preciso paixão. Eu não vou aceitar ficar na 12.ª colocação. Quem joga no Palmeiras não pode aceitar esse tipo de condição. Se não está dando de um jeito, vamos tentar pelo outro. Está na hora de um jogador começar a correr pelo outro", cobrou.

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