Martin Bernetti/AFP
Martin Bernetti/AFP

Felipão é absolvido pelo STJD e dirige Palmeiras no Rio; Mattos leva advertência

Treinador e cartola foram julgados por declarações polêmicas em dois jogos diferentes contra o Cruzeiro

Estadão Conteúdo

26 Outubro 2018 | 14h10

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) absolveu o técnico Luiz Felipe Scolari e aplicou apenas uma advertência ao diretor de futebol do Palmeiras, Alexandre Mattos, nesta sexta-feira pela manhã, no Rio, onde os dois foram julgados por declarações polêmicas dadas após duas diferentes partidas do time paulista contra o Cruzeiro.

Felipão havia sido denunciado por causa de afirmações proferidas após um duelo entre os dois clubes pela semifinal da Copa do Brasil, no Mineirão, em setembro, enquanto o dirigente foi ao tribunal em razão de críticas à arbitragem depois de um confronto das equipes pelo Campeonato Brasileiro, realizado poucos dias após a eliminação alviverde no mata-mata da outra competição nacional.

O treinador foi absolvido por unanimidade após ter sido acusado pela promotoria do STJD de infringir o artigo 243 (incitar publicamente o ódio ou a violência) do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), enquanto Mattos foi julgado pelo mesmo motivo e também pelo artigo 258 (assumir qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva). No artigo 243, a pena prevista é de multa de R$ 100 a 100 mil e suspensão de 360 a 720 dias. No caso da aplicação da pena ao dirigente, a punição poderia variar de 15 a 180 dias.

Porém, o comandante foi absolvido e assim poderá dirigir o Palmeiras na partida deste sábado, às 19 horas, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro. Antes desta vitória nos tribunais, Felipão teve denúncia contra ele aceita pelo STJD por ter dito aos cruzeirenses, após confusão entre jogadores no gramado do Mineirão, a seguinte frase: "Vocês vão lá domingo. Podem esperar sentadinhos", o que poderia incitar um novo conflito entre as equipes.

No julgamento desta sexta, Felipão explicou o contexto da frase que gerou a denúncia. "Quando trabalhei fora do Brasil, especialmente na Inglaterra, o costume era presentear o técnico adversário com vinho e camisetas do clube. Eu costumo fazer isso aqui no Brasil... Quando empatamos e nos desclassificamos na Copa do Brasil ocorreram algumas brincadeiras. Não controlamos isso. Em São Paulo, os tratamos muito bem. É assim que sempre fazemos. A frase foi nesse sentido: fazer o que não fizeram com a gente", assegurou.

Mattos, por sua vez, foi julgado por ter ido até a entrada dos vestiários do Pacaembu para cobrar a arbitragem do jogo em que o Palmeiras venceu o Cruzeiro por 3 a 1, mas sofreu um gol após o juiz paraense Dewson Fernando Freitas assinalar uma penalidade inexistente no primeiro tempo do duelo. O zagueiro paraguaio Gustavo Gómez tocou o braço na bola, mas o lance ocorreu fora da área.

A cobrança do dirigente ocorreu já no intervalo da partida, quando o dirigente andou até a beira do túnel para questionar o erro dos árbitros, que saíram de campo escoltados por policiais.

Também no julgamento desta sexta, o Palmeiras foi multado em R$ 5 mil por desordem após ser denunciado pela confusão entre os seguranças do clube com os funcionários do Cruzeiro nos vestiários do Pacaembu naquela mesma partida. Um dos funcionários do time paulista teria começado a briga ao chutar um dos cruzeirenses.

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