Felipão é considerado o melhor gerente de uma equipe de trabalho

Pesquisa aponta liderança do técnico brasileiro como diferencial 

Robson Morelli - Enviado especial a Teresópolis, O Estado de S. Paulo

25 de junho de 2014 | 13h27

O primeiro lugar no Grupo A da Copa do Mundo, sem sentir o dissabor de nenhum tropeço como alguns gigantes da competição amargaram, faz do técnico Luiz Felipe Scolari um profissional reverenciado no mundo dos negócios. Em recente pesquisa conduzida pela Robert Half, uma empresa de recrutamento fundada em 1948, com sete unidades no Brasil, com 250 profissionais do mundo corporativo do País, Felipão, com seu jeito bonachão, aparece em primeiro lugar no quesito 'gerenciamento de uma equipe de trabalho', com 27% dos votos. Logo atrás vem o técnico dos Estados Unidos, o alemão Jürgen Klinsmann, com 21%, e o espanhol Vicente del Bosque, que viu sua Espanha ser eliminada nesta primeira fase do torneio.

No trabalho, o técnico da seleção brasileira é tratado como um líder de postura firme, extremamente focado e emotivo, e uma pessoa de fácil trato. A imagem que os executivos brasileiros têm de Felipão não é muito diferente de como os jogadores o observam. "Ele conversa com a gente todos os dias, faz direcionamentos, passa orientações, mas o que mais me chama a atenção nele é sua transparência. Ele nos dá liberdade para falar, tem respeito por todos. Sabe elogiar, agradecer, mas também não abre não de puxar a orelha quando é preciso", disse David Luiz, um dos principais jogadores do time.

Felipão também é um dos mais requisitados palestrantes do Brasil. Entre a conquista do penta em 2002 e agora sua tentativa de ganhar a Copa pela segunda vez, o treinador se especializou e conversar com públicos diferentes ao do futebol. Uma palestra sua de 1h30, para executivos, pode chegar a valer R$ 50 mil. Mas Felipão não faz isso só pelo dinheiro. Ele também já aceitou conversar com estudantes de faculdades sem cobrar nada, pelo simples prazer de contar suas histórias, seus casos no futebol.

Entre os capitães das seleções nesta Copa, o alemão Philipp Lahm aparece com destaque, eleito por 37% dos executivos brasileiros, sobretudo por ser avaliado como um cara versátil e inteligente. Messi, da Argentina, ficou na segunda colocação, com 23% dos votos. Ele é apontado como uma pessoa leal, modesta e, acima de tudo, criativa. Os profissionais tentaram se valer das qualidades dos jogadores em campo e transportar esses dons para o mundo dos negócios. Cristiano Ronaldo encerra o pódio, com 16%. O português, que também pode dar adeus à Copa nesta quinta, é apontado como um sujeito carismático e profissional.

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