JF Diorio / Agência Estado
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Felipão é o novo técnico do Palmeiras e retorna ao clube pela terceira vez

Treinador é escolhido para substituir Roger Machado no comando da equipe

Ciro Campos, O Estado de S.Paulo

26 de julho de 2018 | 21h17
Atualizado 26 de julho de 2018 | 21h38

Luiz Felipe Scolari é o novo técnico do Palmeiras. O acordo foi selado na noite desta quinta-feira e ele chega para substituir Roger Machado, demitido após a derrota para o Fluminense, na última quarta-feira, no Maracanã. Será a terceira vez que Felipão comandará a equipe alviverde.

Ele passou pelo clube entre 1997 e 2000 e 2010 e 2012 e conquistou cinco títulos. Libertadores (1999), Copa do Brasil (1998 e 2012), Mercosul (1998) e Torneio Rio-São Paulo (2000). Felipão ainda é o segundo treinador que mais dirigiu a equipe na história, com 408 jogos. O primeiro é Oswaldo Brandão, com 585 partidas.

A negociação com Felipão foi rápida. O técnico Roger Machado foi demitido na madrugada de quarta para quinta-feira, após perder por 1 a 0 para o Fluminense, no Maracanã. Além de Felipão, os nomes de Abel Braga e Vanderlei Luxemburgo também chegaram a ser comentados no clube. A experiência e a ligação forte com o clube foram fundamentais para a diretoria focar no acerto com Felipão. 

O técnico gaúcho começará a terceira passagem ainda com um detalhe para resolver: o tempo de contrato. Felipão pretende um vínculo até o fim de 2020, enquanto a diretoria palmeirense insiste que o acordo seja até 2019. 

O treinador retorna ao clube para suceder um antigo pupilo. Roger Machado, demitido na quarta-feira depois da derrota para o Fluminense, pelo Campeonato Brasileiro, foi atleta dele no Grêmio na década de 1990 e saiu pela dificuldade em fazer o time evoluir. Também pesa para a mudança a vinda de um nome experiente e com conhecimento dos bastidores.

Felipão é o segundo nome que mais vezes dirigiu o Palmeiras, com 409 jogos, atrás de Oswaldo Brandão, com 585. Ele é ainda o treinador que mais esteve à frente do Palmeiras em partidas de Libertadores (28) e Campeonato Brasileiro (166).

O treinador terá como missão organizar um elenco caro e badalado. O Palmeiras vive a pressão de ter passado a última temporada sem conquistas e passa pelo temor de repetir em 2018 o mesmo fracasso. O clube faz campanha irregular no Campeonato Brasileiro, foi vice do Campeonato Paulista e ainda continua na disputa de outras competições: Copa do Brasil e Copa Libertadores, ambas vencidas pelo técnico em passagens anteriores.

A negociação entre clube e treinador foi rápida. Mesmo em Lisboa, onde está para resolver assuntos pessoais, Felipão demonstrou abertura para conversar com o clube e aceitou as condições estabelecidas para voltar. O retorno, inclusive, era um antigo objetivo do treinador.

A passagem anterior, finalizada em setembro de 2012, deixou Felipão aborrecido com a forma como terminou. O clube viria a ser rebaixado no fim do Brasileiro daquele ano e o técnico entendia ser preciso uma nova oportunidade para trabalhar com um elenco melhor e obter outros resultados.

O convite do Palmeiras será o segundo trabalho de Felipão no futebol brasileiro depois da Copa do Mundo de 2014, competição que deixou o treinador em baixa pela derrota por 7 a 1 para a Alemanha, na semifinal. Logo depois do torneio ele teve uma passagem pelo Grêmio, concluída em 2015, com a oportunidade de trabalhar na China.

Em solo asiático o técnico conquistou sete títulos, o principal deles a Copa dos Campeões da Ásia, em 2015. A taça lhe deu a oportunidade de disputar o Mundial de Clubes da Fifa daquele ano.

O retorno ao Palmeiras é uma cartada da diretoria para garantir uma taça antes da eleição presidencial do clube, marcada para novembro deste ano. A gestão do presidente Mauricio Galiotte, empossada no fim de 2016, ainda não conquistou títulos, apesar da alta expectativa pelo sucesso e de contratações de peso. Por isso, a cúpula aposta na vinda de uma conquista para conseguir se fortalecer na disputa pela continuidade no cargo.

 

 

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