Felipão ensaia mudanças contra Camarões

Treinador não aprovou o desempenho de alguns titulares frente ao México

Luiz Antônio Prósperi - Enviado especial a Teresópolis, O Estado de S. Paulo

21 de junho de 2014 | 05h00

O desempenho de alguns jogadores diante do México mexeu com o técnico Luiz Felipe Scolari. Incomodado, o treinador ensaia mudanças no time que enfrentará Camarões, segunda-feira, em Brasília. O mais cotado para sair é Fred. O atacante deve treinar neste sábado no time reserva em Teresópolis. A vaga ficaria com Jô, em obediência aos princípios de Felipão, que não abre mão de um centroavante de área. Uma volta certa é a de Hulk, que ficou fora da partida contra os mexicanos.

Fred não ainda não deu a resposta que Felipão esperava. A pouca mobilidade do atacante, sem abrir espaço para os meias, é o que tem tirado o sono do treinador. Com Jô, o ataque ficaria um pouco mais leve. O jogador do Atlético-MG tem por característica sair mais da área, atrair os zagueiros. Dessa forma, facilitaria o trabalho de Neymar, que tem sido encaixotado por até três marcadores.

Outro que seria beneficiado com a entrada de Jô é Hulk que, vai assumir o seu posto no time titular após o afastamento por suspeita de uma lesão muscular que não aconteceu. Hulk costuma trocar de posição com Oscar na tarefa de confundir a marcação do adversário e encostar mais no atacante de área.

A troca de Fred por Jô também não é a única providência que Felipão pretende tomar na seleção. O treinador, até então mais tranquilo e menos sargentão nos últimos dias na Granja Comary, percebeu que deveria ser mais rigoroso para não deixar os jogadores relaxarem.

Ontem, o técnico estava com a cara fechada. Em nenhum momento se descontraiu. Carrancudo, exigiu concentração dos jogadores nos chutes a gol – passou a maior parte do trabalho treinando as finalizações. A promessa é de mais cobranças no último treino antes do embarque para Brasília.

POUCO TREINO

Felipão também não assimilou as críticas de que a seleção brasileira tem treinado pouco e, quando vai a campo, não costuma ter privacidade na Granja Comary, mesmo sem a permissão da entrada de público. Coincidência ou não, a comissão técnica da seleção vai fechar parte do treino de reconhecimento do gramado do estádio Mané Garrincha, no próximo domingo.

Aberto ao acompanhamento da imprensa, o trabalho da seleção pode ser gravado do começo ao fim. Em quase 25 dias na Granja, a comissão técnica nunca pediu aos cinegrafistas que desligassem as câmeras e aos fotógrafos que deixassem de registrar os treinamentos.

Quanto à suposta reduzida carga horária de trabalhos em Teresópolis, a suspeita é de que o desgaste físico dos jogadores pudesse prejudicar o desempenho nos jogos. Daí não forçar nos treinamentos.

"Nosso problema não é físico. Quem disse que treino é só dentro de campo? Quem diz que é só ficar correndo atrás a da bola? Tem inúmeras formas de treinar, psicológico, mental. A gente também aprende olhando e admirando os adversários", disse David Luiz em defesa do treinador.

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