JF Diorio/Estadão
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Felipão evita falar de crise no rival e nega favoritismo do Palmeiras

Técnico procura tirar expectativa para encontro com o Corinthians, no domingo, e volta a indicar formação mista

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

06 Setembro 2018 | 05h00

O técnico do Palmeiras, Luiz Felipe Scolari, começou na noite desta quarta-feira a vivenciar a expectativa pelo primeiro clássico desde o retorno à equipe. Após bater o Atlético-PR por 2 a 0 no Allianz Parque, pelo Campeonato Brasileiro, a equipe passou a se preparar para enfrentar o Corinthians, no domingo, em encontro que deixou o treinador alviverde cauteloso ao fazer previsões.

Felipão evitou falar na entrevista coletiva sobre a crise no rival. O técnico Osmar Loss deixou o cargo e a diretoria promete definir um novo antes do próximo domingo. "Eu não posso falar o que acontece no Corinthians. Cada um trabalha de uma forma. Quem está lá dentro sabe que decisões tomar e só isso que tenho a dizer do Corinthians", disse o técnico.

O Corinthians está na oitava posição da tabela enquanto o Palmeiras, em ascensão, está em terceiro. A diferença para o líder agora é de três pontos. Na rodada anterior era de seis. Apesar desse contraste com o rival, Felipão nega se sentir favorito. "O clássico, independente com o treinador que for treinar, vai ser muito disputado", afirmou o técnico palmeirense.

O treinador se disse muito satisfeito pela atuação do Palmeiras contra o Atlético-PR por se tratar, na opinião dele, da partida mais difícil enfrentada pelo time nos 11 compromissos sob seu comando. Felipão elogiou a organização tática do adversário e explicou que vai definir a escalação para o clássico de domingo de acordo com exames de desgaste físico e o pleno de utilização de titulares para a partida seguinte, contra o Cruzeiro, pela Copa do Brasil.

Felipão se notabilizou no comando do Palmeiras pelas vitórias sobre o Corinthians nas Copas Libertadores de 1999 e 2000, mas descartou sentir uma pressão extra para ganhar no domingo. O clube alviverde perdeu seis dos últimos sete confrontos para o time alvinegro desde o começo do ano passado, incluindo a derrota em casa na final do Campeonato Paulista, em abril.

"Se perder no domingo, vai ter a insatisfação da torcida, porque perde três pontos. Se quiserem ficar bravos comigo tudo bem, pode ficar. O nome do adversário não importa", explicou Felipão. O elenco palmeirense volta aos treinos na tarde desta quinta-feira.

 

 

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