Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Felipão exalta penta e provoca Tite: 'A última derrota não foi comigo'

Novo treinador do Palmeiras descarta ter vergonha do 7 a 1 e relembra que participou da última conquista do Brasil em Copas

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

03 Agosto 2018 | 16h23

O técnico Luiz Felipe Scolari chegou ao Palmeiras nesta sexta-feira e teve, claro, de responder diversas perguntas relacionadas ao último trabalho no comando da seleção brasileira. Ao longo dos quase 40 minutos de entrevista coletiva, o novo treinador alviverde afirmou que a derrota por 7 a 1 para a Alemanha, na semifinal da Copa de 2014, não pode apagar o êxito que teve pela conquista da Copa de 2002, principalmente por ter sido a última campanha vitoriosa da seleção em Mundiais.

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O treinador afirmou que por onde passa sempre é mais reconhecido e cumprimentado pelo resultado do título do que debochado pela derrota há quatro anos. Felipão relembrou que é o último treinador a ter vencido uma Copa com o Brasil e afirmou que por outro lado, não mais é o responsável pela derrota mais recente, no caso a eliminação na Copa da Rússia diante da Bélgica, nas quartas de final.

"No último campeonato mundial do Brasil eu estava lá. A última derrota não foi comigo, não sou o último derrotado no Mundial. Já passou", disse Felipão, em um recado indireto a Tite, atual técnico da selção. Os dois se conhecem desde os tempos de Caxias do Sul (RS) na década de 1970, mas a relação entre ambos se deteriorou a partir de 2010. Ambos chegaram a trocar farpas no ano seguinte, durante clássico pelo Campeonato Paulista, e depois não tiveram mais proximidade.

Felipão reconheceu ser difícil esquecer a goleada de 2014, porém lembrou ter terminado o Mundial em quarto lugar e garantiu ser ainda muito querido pelo público. "Acho eu, que pelo relacionamento que tenho vivido desde 2014, sou lembrado muito com muito carinho pelos torcedores que fiz na minha carreira e como pessoa, não só por um resultado negativo. Um resultado negativo não mascara 99 positivos", explicou.

Depois da Copa de 2014, o treinador teve uma passagem de oito meses pelo Grêmio e no último trabalho permaneceu por dois anos e meio na China, onde ganhou sete títulos em 11 possíveis. Felipão disse ter aprendido muito na passagem pelo Guangzhou Evergrande, principalmente pelo contato com a cultura chinesa e pelo desafio de trabalhar em um país diferente.

Por isso, ele explicou voltar ao Palmeiras com tranquilidade, sem receios ou traumas pelo resultado na Copa de 2014. "Não foi normal aquela derrota (7 a 1), mas aconteceu. Não posso ficar pensando nisso, como não penso também em 2002. Não perdi sozinho em 2014, não ganhei sozinho em 2002. Ganhamos nós, perdemos nós", afirmou.  "A mim qualquer situação não me chateia em nada: 7 a 1, 0 a 0, 5 a 1 não me afeta em nada. Não vou ficar remoendo isso", completou.

 

 

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