Felipão exalta Valdivia e minimiza discussão com Luan

'Vamos colocar os melhores jogadores em campo e ele é um de nossos melhores', diz técnico

AE, Agência Estado

11 de abril de 2011 | 13h49

SÃO PAULO - Que o meia Valdivia é um dos principais jogadores do elenco do Palmeiras, ninguém duvida. No entanto, foi justamente durante o período que ele ficou afastado, por lesão muscular na coxa esquerda, que a equipe cresceu no Campeonato Paulista e alcançou a liderança. Mesmo assim, o técnico Luiz Felipe Scolari afirmou que conta com o chileno, que, em boas condições físicas, é "um dos melhores" do time.

"Tivemos um pequeno problema com ele por uma lesão, mas nesse momento o Valdivia está em perfeitas condições. Vem treinando normalmente e daqui para frente, provavelmente, se não tiver recaída, será um jogador de utilidade muito grande em todos os jogos. Vamos colocar os melhores jogadores em campo e ele é um de nossos melhores", afirmou, em entrevista nesta segunda-feira à ESPN Brasil.

Caso ganhe a vaga de titular, o meia deve entrar no lugar de Luan. Na vitória por 2 a 0 sobre o Prudente, no último sábado, os dois jogadores se desentenderam, o que foi minimizado pelo treinador. "O episódio terminou no antidoping. Eles conversaram quando faziam xixi juntos. Foi tão importante (a discussão) que ''terminou no xixi''", declarou.

Apesar da liderança no Campeonato Paulista, com 41 pontos, Felipão apontou o São Paulo como principal força da competição. Ao ser questionado sobre os favoritos, colocou o Palmeiras atrás dos três principais rivais.

"Acho que o São Paulo é a equipe que está, em princípio, mais organizada. O Carpegiani faz um trabalho muito bom. Além da qualidade técnica é uma ''verdadeira equipe''. O Corinthians passa por altos e baixos, mas quando ganha dois jogos e embala fica muito difícil parar. E o Santos, quando aquela gurizada resolve jogar bola, fica quase impossível de ganhar. Aí vem o Palmeiras", analisou.

O técnico palmeirense disse que a equipe se supera "na parte física, na dedicação maior do que a dos outros". "Para ganhar do Palmeiras, essas equipes precisam estar em um dia muito bom. Como equipe, o Palmeiras tem uma superação muito grande. Mas antes de pensar nisso, os quatro grandes precisam passar pela primeira fase (do mata-mata)", apontou.

Uma desvantagem do Palmeiras em relação aos rivais nas quartas de final será no mando de campo. Enquanto São Paulo, Corinthians e Santos terão a oportunidade de jogar nos estádios onde tradicionalmente mandam seus jogos, a equipe não terá o Palestra Itália, fechado para reformas. Após mandar as últimas partidas no Canindé, a nova casa palmeirense deverá ser novamente o Pacaembu.

"Nesta primeira fase acho que o Canindé foi maravilhoso. É mais aconchegante, a torcida participa mais. Mas agora, para a próxima fase, em razão de maiores públicos, é melhor um estádio que ofereça 30, 35 mil pessoas. Tenho dois estádios que gosto de jogar. Gosto do Pacaembu, mas gosto, e muito, de jogar em Barueri", completou o treinador.

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