Lucas Uebel/Divulgação
Lucas Uebel/Divulgação

Felipão exalta vitória suada, mas admite má atuação gremista

Ao mesmo tempo em que festeja o 1 a 0 no Atlético-PR, treinador cobra mais qualidade na hora da criação e finalização das jogadas

, Estadão Conteúdo

11 Setembro 2014 | 09h13

O Grêmio suou, mas arrancou a vitória diante do Atlético-PR nos acréscimos da partida, com o gol de Barcos, que selou o 1 a 0 na última quarta-feira, em casa, pelo Brasileirão. O resultado colocou a equipe provisoriamente no G-4, mas não empolgou o técnico Luiz Felipe Scolari, que sabe que seus comandados não atuaram bem.

"Hoje (quarta-feira) tudo estava dando errado. A bola não saía com qualidade, não chegava ao gol, não se criava nada. Tivemos muita dificuldade. Sabemos que não jogamos bem. É importante que o torcedor saiba que nós vimos isso. O importante foi a vitória mas temos muito a corrigir para chegar onde queremos", declarou após o confronto.

Foi a quarta vitória consecutiva do Grêmio no Brasileiro. A última também havia sido conquistada nos acréscimos, com o 1 a 0 suado diante do Flamengo no Maracanã. Ao contrário daquela partida de sábado, no entanto, o time gaúcho não atuou bem contra o Atlético-PR e demonstrou muito nervosismo diante de sua torcida.

"Vejo que existe um pouco de nervosismo quando jogamos em casa. Parece que a bola queima no pé, a gente quer apertar o ritmo. Isso é normal. O que mais me preocupou foi essa mudança nossa. Hoje tivemos esta intranquilidade, o Atlético-PR preencheu bem o meio. Isso preocupa para os próximos jogos, vamos corrigir", apontou.

Mas o que incomodou de fato o treinador foi a vaia da torcida ao meia Giuliano quando ele entrou, ainda no primeiro tempo. "O Giuliano tem problemas físicos. Tenho que ir montando a equipe com o que eu tenho. Alguém vai um pouco para o sacrifício, é assim que vamos montar o time. O torcedor não sabe que o Giuliano está com dores no púbis. Não vai entender. A gente trabalha com ele, tem de administrar a cabeça, dar tranquilidade para ele, se cometer erros. Mesmo com dores, ele tem nos ajudado. Se o torcedor não entende, não dá para discutir."

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