Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Felipão já formou seu ‘pelotão aéreo’ para superar o México

Fred, David Luiz, Thiago Silva, Paulinho e Luiz Gustavo formam a tropa que terá a missão de bater os mexicanos

Mateus Silva Alves e Robson Morelli - Enviados Especiais, O Estado de S.Paulo

19 de junho de 2013 | 07h11

FORTALEZA - Não é de hoje que Luiz Felipe Scolari demonstra adoração pelas jogadas de bola parada. Elas, aliás, são sempre um dos pontos fortes dos times comandados pelo gaúcho. E agora ele trabalha duro para fazer a seleção brasileira incorporar esse recurso a seu repertório.

Para chegar lá, Felipão já escalou o seu “pelotão aéreo”. Ele é formado por cinco jogadores que têm boa estatura e sabem se impor na área adversária. São eles: Fred, Thiago Silva, Paulinho, David Luiz e Luiz Gustavo.

O mais alto da turma é o volante do Bayern de Munique, que mede 1,89m e, assim, tem natural facilidade para brigar lá no alto. A mesma coisa pode ser dita de David Luiz (1,87m) e Fred (1,85m). Para Thiago Silva (1,83m) e Paulinho (1,82m), no entanto, conta menos a altura do que a capacidade para se impor pela força física, no caso do zagueiro do Paris Saint-Germain, ou pela esperteza para estar quase sempre no lugar onde a bola passa, como faz o volante do Corinthians.

No treino que comandou ontem à tarde, no Castelão, Felipão mostrou como o “pelotão” vai atuar contra o México. Na primeira trave, ficará Luiz Gustavo com a missão de dar uma “casquinha” na bola e ajeitá-la para Fred, que ficará na segunda trave. Outra opção para quem cobra a falta ou o escanteio (Neymar e Hulk se revezam nessa tarefa) é mandar a bola para o meio da área, onde Thiago, David e Paulinho tentarão ganhar a batalha aérea.

As jogadas pelo alto podem ser um ótimo recurso do Brasil hoje porque o México tem uma equipe de baixa estatura. Dos jogadores que disputaram a partida contra a Itália, domingo, só o zagueiro Rodríguez (1,91m) e o volante Zavala (1,90m) têm altura suficiente para se impor nos cruzamentos.

Preocupação. Felipão está preocupado com o risco de lesões musculares de seus jogadores, também devido ao calor de Fortaleza. O desgaste será grande hoje. O preparador físico Paulo Paixão já havia alertado em Goiânia que o elenco não teria como aprimorar o condicionamento físico durante o torneio. O Brasil tem dois grupos de atletas, os que começaram a temporada no País e os que vieram da Europa desgastados.

Felipão sempre temeu perder alguém por causa de uma lesão. “Não teremos tempo de treinar quando a competição começar”, dizia Paixão. Estava certo. O trabalho após os jogos tem sido mais de manutenção na academia do que em campo. Anteontem, por exemplo, os titulares não fizeram nada no gramado.

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