Felipe Rau/AE
Felipe Rau/AE

Felipão 'livre' faz Cafu ver Mano Menezes mais pressionado na seleção

'A seleção é boa e ainda está em formação, mas é preciso definir logo os 11 titulares', diz o capitão do penta

PAULO FAVERO, Agência Estado

21 de setembro de 2012 | 16h53

SÃO PAULO - Depois de ir até Zurique visitar a sede da Fifa, em Zurique, onde foi buscar a taça da Copa do Mundo, na última quinta-feira, Cafu já está de volta ao Brasil e nesta sexta participou de um evento, em sua fundação, no Jardim Irene, na periferia de São Paulo. No local, ele exibiu o troféu para cerca de 750 crianças que são assistidas pela entidade e acabou falando sobre a atual situação de Mano Menezes e da seleção brasileira.

Campeão do mundo em 1994 e depois capitão da equipe nacional que faturou o pentacampeonato no Mundial de 2002, o ex-lateral admitiu que a pressão sobre Mano Menezes aumentou depois que Luiz Felipe Scolari foi demitido pelo Palmeiras, na semana passada. Felipão comandou a campanha do título da última Copa vencida pelo Brasil e agora passou a se tornar uma sombra para o atual comandante da seleção.

"O Mano já sofria pressão com todos os técnicos empregados, com o Felipão desempregado ela será maior ainda, mas seleção é assim mesmo, as vaias fazem parte e se a seleção joga bem isso não acontece", enfatizou Cafu, que diz estar torcendo pelo sucesso do comandante e vê a necessidade de o mesmo definir uma escalação mais definitiva para a equipe o quanto antes. "A seleção é boa e ainda está em formação, mas é preciso definir logo os 11 titulares", completou.

A COPA VOLTA AO BRASIL

Já ao falar sobre o evento da Adidas que contou com a presença de Jérôme Valcke na última quinta em Zurique, o jogador minimizou a importância da brincadeira feita pelo secretário-geral da Fifa, que voltou a criar uma polêmica ao dizer para o brasileiro não perder a taça no Brasil porque "isso já aconteceu" no País - anteriormente, em março, ele precisou se desculpar com o governo brasileiro ao dizer em uma entrevista que o Brasil "merecia um chute no traseiro" por causa dos atrasos nas obras da Copa de 2014.

O dirigente brincou com Cafu sobre o troféu em alusão ao fato de que a Taça Jules Rimet, concedida aos campeões mundiais até 1970, foi roubada da antiga sede da CBF, no Rio, em 1983, e nunca mais apareceu. Na época, por ser a primeira seleção a conquistar três Copas do Mundo, o Brasil ganhou a posse definitiva do troféu. A taça de campeão do mundo da Fifa é transitória desde a Copa de 1974 e nos próximos dias será exibida em eventos promocionais em São Paulo e no Rio.

"Eu falei para ele (Valcke) que no Jardim Irene ele podia ficar tranquilo, foi uma brincadeira, não passou disso. Eu levei na esportiva e aqui a taça está segura", assegurou Cafu, para depois lamentar o fato de a taça só poder ser tocada por campeões mundiais e chefes de Estado, obedecendo uma antiga tradição da Fifa.

"É fantástica a oportunidade que elas (crianças da Fundação Cafu) estão tendo de ver a taça de perto. A maioria delas não tem noção do que é isso, pena que elas não vão poder tocar na taça", enfatizou o ex-atleta, que até hoje é o único jogador da história a ter jogado três finais de Copa do Mundo.

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