Felipão mantém postura e evita falar sobre Valdivia

Desde o início da polêmica sobre a possível saída de Valdivia do Palmeiras, o técnico Luiz Felipe Scolari decidiu não se manifestar publicamente, para evitar mais confusões. Mesmo com a definição de que o chileno continua no clube, o treinador preferiu o silêncio. Afinal de contas, no mesmo dia em que o Palmeiras rejeitou proposta do futebol árabe pelo atleta, o meia se machucou e por isso não enfrentou o Bahia na última quinta-feira.

DANIEL BATISTA, Agência Estado

27 de julho de 2012 | 12h03

"Ele tem uma lesão e está fazendo tratamento de manhã e à tarde. Será avaliado e se tiver condições, talvez possa jogar domingo (contra o Cruzeiro, em Belo Horizonte)", disse Felipão, que não quis comentar sobre a permanência do meia no Palmeiras. "Não tive nenhuma interferência para a permanência e nem para a saída do jogador. É um assunto da direção e, portanto, tem de ser resolvido entre ela e o jogador."

Em um exame inicial feito ainda na quarta-feira, quando Valdivia se machucou, foi constatada uma alteração no músculo do jogador, mas é um tipo de lesão que não pode ser diagnosticada através de exames. Apenas o próprio jogador pode falar se o incômodo é suportável ou não.

Valdivia estava disposto a ser negociado com o futebol árabe, mas o Palmeiras recusou pelo fato do valor oferecido ser considerado muito baixo para o clube. O meia queria sair porque sua esposa não pretende voltar ao Brasil após eles terem sofrido recentemente um sequestro relâmpago, mas até o momento não apareceu nenhuma proposta tentadora.

Após a derrota para o Bahia, o elenco do Palmeiras se reapresenta nesta sexta-feira, às 15 horas, e inicia os trabalhos para o jogo contra o Cruzeiro. A tendência é a de que Valdivia não jogue. Dos machucados, quem tem uma pequena chance de retornar é o zagueiro Mauricio Ramos. Román, Thiago Heleno, Marcos Assunção, Vinícius, Luan e Wesley continuam foram.

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