Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Felipão mostra preocupação com erros de pênaltis: 'Pode ser psicológico'

Após quinta cobrança desperdiçada seguida, técnico manifesta temor com o fundamento para jogos eliminatório

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

23 Agosto 2018 | 05h00

A vitória do Palmeiras por 2 a 0 sobre o Botafogo pelo Campeonato Brasileiro nesta quarta-feira, a boa atuação de Lucas Lima e a sequência positiva do time não foram suficientes para deixar o técnico Luiz Felipe Scolari plenamente satisfeito. Depois da partida no Allianz Parque, o treinador mostrou preocupação com o excesso de pênaltis perdidos pela equipe na temporada. O erro de Dudu foi o quinto consecutivo do time.

Apenas na gestão de Felipão, foram três cobranças desperdiçadas, com Bruno Henrique no travessão contra o Bahia, com o goleiro João Ricardo, do América-MG, espalmando o chute de Jean e o desta quarta-feira, com a defesa de Saulo após tentativa de Dudu. "Treino cem pênaltis por dia. Mas isso pode ser psicológico. Talvez eu esteja cobrando, o Palmeiras esteja cobrando, vocês, da imprensa, também. Então vou dar um tempo", afirmou o técnico.

Felipão contou que nos treinos prévios, definiu Borja como o primeiro batedor e Bruno Henrique como o segundo. Os dois não estavam mais em campo no momento do pênaltis e, por isso, coube a Dudu a missão de chutar. O atacante foi o último jogador a ter convertido um tiro da marca da cal pela equipe, ao marcar pelas quartas de final do Campeonato Paulista, contra o Novorizontino, em março. O curioso é que no mesmo jogo Felipe Melo errou o primeiro dos cinco pênaltis da série.

A preocupação do técnico é que o aproveitamento ruim no ano no fundamento atrapalhe a equipe em possíveis decisões por vaga nos pênaltis pela Copa do Brasil e pela Copa Libertadores. "Temos que nos lembrar de épocas que o Palmeiras foi campeão nos pênaltis na Libertadores. Temos que ter bons batedores e um bom goleiro que pega pênalti. Digo que vou, sim, tentar modificar alguma situação", afirmou.

O treinador disse que o aproveitamento do time em bolas paradas, seja pênalti ou outro tipo, necessita ser aprimorado. "Precisamos melhorar nosso índice de aproveitamento, nossa qualidade na bola parada. Pênaltis e faltas, que não estamos conseguindo traduzir em gols. Fazemos um gol mais difícil do que aquele que eventualmente nos é oportunizado. Temos que melhorar em alguns quesitos", comentou.

 

 

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