Felipão, Muricy e Tite são principais candidatos a treinador do Brasil

Três nomes aparecem como favoritos a assumir a seleção brasileira de futebol após a demissão nesta sexta-feira do técnico Mano Menezes, segundo fontes: Luiz Felipe Scolari, Muricy Ramalho e Tite.

Reuters

23 de novembro de 2012 | 20h01

Segundo uma fonte ligada à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o presidente da entidade, José Maria Marin, e o vice, Marco Polo Del Nero, divergem sobre o futuro treinador. Um defende Muricy, e o outro, Felipão.

O cargo, então, poderia cair nas mãos de Tite, que comandou o Corinthians ao título da Copa Libertadores neste ano e disputará o Mundial de Clubes em dezembro, no Japão, disse a fonte, que pediu para não ter o nome revelado.

Outra fonte na CBF confirmou os três nomes como os mais fortes para assumir a seleção.

"Agora vai começar o período de especulação, mas todo mundo sabe que o Marco Polo quer o Felipão e o Marin gosta também do Muricy, mas o que chama a atenção é o prazo dado", disse a fonte, acrescentando que Tite poderia sair fortalecido caso o Corinthians seja campeão mundial.

O diretor de seleções da CBF, Andrés Sanchez, afirmou que o novo técnico será anunciado em janeiro, mas evitou citar nomes.

"Vão aparecer 6, 7 nomes", declarou ele, sobre especulações na imprensa.

O novo técnico terá a tarefa de comandar a seleção em casa na Copa das Confederações, em junho de 2013, e a Copa do Mundo, no ano seguinte.

Sanchez, que permanece na CBF apesar de ter dito que foi "voto vencido" na decisão pela saída de Mano, disse ser contra a ideia de um treinador estrangeiro na seleção brasileira. O ex-técnico do Barcelona Pep Guardiola, reverenciado por belas atuações do time catalão nos últimos anos, está sem clube.

"Sou contra treinador estrangeiro, mas vamos discutir nas próximas semanas", afirmou.

Felipão é forte candidato a voltar a dirigir o Brasil depois de levar o país ao pentacampeonato mundial em 2002. Ele está sem clube desde que foi demitido do Palmeiras, em setembro, após maus resultados. O clube paulista caiu para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro.

Logo após a sua saída do Palmeiras, Felipão tornou-se consultor informal e voluntário para futebol e para o programa 2o Tempo, do Ministério do Esporte.

Segundo fontes em Belo Horizonte, Felipão, ex-treinador de Portugal, teria recusado um convite para comandar o Cruzeiro na expectativa de ser técnico de uma seleção no Mundial de 2014 no Brasil, intenção que ele deixou clara em agosto.

Já Muricy, quatro vezes campeão brasileiro e atualmente no Santos, foi convidado para comandar a seleção antes de Mano, porém recusou por não ter sido liberado por seu ex-clube Fluminense.

O próximo jogo da seleção brasileira acontecerá em fevereiro, contra a Inglaterra.

(Por Tatiana Ramil, com reportagem adicional de Rodrigo Viga Gaier, no Rio de Janeiro)

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