Felipão na lista para dirigir Itália

Nada como ser campeão do mundo. Luiz Felipe Scolari mal desembarcou na Itália, nesta sexta-feira, e já tem gente falando que é um dos candidatos a assumir o comando da seleção italiana. A situação de Giovanni Trapattoni é delicada e seu destino será definido nos próximos dias. O ex-treinador da seleção brasileira seria visto como boa alternativa, embora sejam fortes candidatos locais, como Dino Zoff, Marco Tardelli e Gianluca Vialli.Como convém a um visitante, Felipão tratou logo de desmentir qualquer contato com cartolas italianos. A passagem pela terra de seus antepassados, garantiu ele, é apenas parte do programa de visitas a clubes europeus. ?Vim aqui para ver Inter, Milan e Roma?, insistiu. ?Sei como deve se sentir Trapattoni neste momento, porque a cobrança é grande quando dirigimos uma seleção?, ponderou. ?Temos sempre obrigação de vencer.?O pentacampeão também foi diplomático ao defender a permanência de seu colega ? hipótese cada vez mais frágil e que não agrada a críticos e torcedores italianos. ?Dizem que nossa função equivale àquela de alto executivo?, comparou. ?Quando os resultados não são alcançados, há a troca. Mas pergunto: é justo demitir Trapattoni neste momento??Felipão também negou enfaticamente que Héctor Cúper, o argentino que comanda a Inter de Milão, houvesse sugerido que ele não levasse Ronaldo para o Mundial. O próprio atacante teria afirmado que esse ?veto? seria um dos motivos que o levaram a romper com o técnico do clube italiano e forçar sua transferência para a Espanha. ?Conversei muito com o Cúper e em nenhum momento ele insinuou que Ronaldo deveria ficar fora da Copa?, revelou Felipão. ?Ele me contou qual era a condição física do Ronaldo e recomendou que fosse feito programa especial de treinos para ele.?

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