Felipão nega discriminação a gays

O técnico da Seleção Brasileira de Futebol Luiz Felipe Scolari fez questão de desmentir ao Grupo Gay da Bahia (GGB) que discrimina homossexuais em função das declarações atribuídas a ele publicadas pelo jornal mexicano "Cronicas Hoy". Ele ligou no final de semana para Marcelo Cerqueira, vice-presidente do GGB, para desfazer o mal entendido numa conversa amistosa que durou meia hora. "Dou minha palavra de honra que não discrimino ninguém, nem homossexual, nem preto, ninguém pois para mim todo mundo é igual e acho uma ignorância discriminar gays", teria dito Felipão a Cerqueira.De acordo com a matéria publicada no jornal mexicano durante a Copa América, o técnico teria declarado que não suportaria descobrir que um dos seus jogadores fosse homossexual, provocando forte reação dos gays baianos. Felipão informou ao militante gay, que sua empregada doméstica é "preta" e que tem muitos amigos homossexuais. Ele autorizou a Cerqueira divulgar o teor da conversa para superar o mal-entendido.Felipão, revelou ter convivido com muitos jogadores homossexuais no Brasil e Exterior garantindo que nunca recebeu uma "cantada" de qualquer um deles. "Cada um na sua desde que respeite o ambiente", comentou. Luiz Mott, Presidente do Grupo Gay da Bahia, ficou satisfeito com a retificação e diz que está considerando o nome de Felipão para no próximo ano, constar entre os dez amigos dos gays para receber o Troféu Triângulo Rosa, o chamado Oscar Gay: "Um homem público, com estereótipo de machão, acima de qualquer suspeita, que tem a hombridade de telefonar para um grupo gay para desmentir falsas declarações preconceituosas e afirma com todas as letras que "discriminar homossexual é ignorância", só merece aplausos, pois demonstrou ser simpatizante de nossos direitos de cidadania", comentou. O líder garante ter ficado "fã do Filipão", depois da conversa.

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