José Patrício/AE
José Patrício/AE

Felipão perde a paciência com a falta de um centroavante após empate

'Essa economia da diretoria pode acabar saindo cara para nós', diz o técnico palmeirense

DANIEL BATISTA, Agência Estado

20 de fevereiro de 2011 | 20h25

MOGI MIRIM - Acabou a paciência do técnico Luiz Felipe Scolari com os gols perdidos pelo ataque do Palmeiras. Neste domingo, após o empate sem gols com o Mogi Mirim, fora de casa, pela nona rodada do Paulistão, o treinador desabafou. E não poupou ninguém: diretoria, atacantes, elenco, nem o goleiro adversário.

"Já disse mil vezes que eu preciso de um camisa nove. Essa economia da diretoria pode acabar saindo cara para nós", reclamou o treinador. O presidente Arnaldo Tirone tem dito que a falta de contratações se deve ao cofre vazio.

"Emprestamos o Vitor e o Tadeu [para o Sport]. Então conseguimos diminuir mais a nossa folha de pagamento. Dá para fazer um esforço e ir atrás de alguém de qualidade para a frente", completou o irritado Felipão.

No momento, o elenco conta apenas com o jovem Miguel como centroavante. O garoto acabou de subir da equipe B para o elenco principal. "Ele não sabe nem se posicionar direito", soltou Felipão, disparando até contra o garoto de 19 anos.

Felipão quer um jogador que consiga atrair a marcação. "Preciso de alguém para jogar com o Kléber, para deixá-lo um pouco mais liberado", explicou, para em seguida mandar mais um recado: "Tinha o Dinei, que não está entre os melhores atacantes do Brasil, mas já servia para dar um trabalho aos adversários. Agora nem isso tenho", disse o treinador, lembrando que o atacante sofreu uma lesão no quadril e só vai voltar a jogar daqui a três meses.

Kléber, o sacrificado, concordou com as palavras do treinador. "O Felipão tem razão. Precisamos mesmo de um camisa nove, mas temos de nos superar".

Felipão estava inspirado. Ele não concordou que o goleiro do Mogi Mirim, João Paulo, foi um dos melhores em campo. "Eu acho que se tivéssemos chutado ao lado e não em cima do goleiro, não falariam que ele foi o melhor e nós teríamos ganhado de uns três ou quatro gols", analisou.

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