Paulo Pinto/AE
Paulo Pinto/AE

Felipão reclama e pede um atacante finalizador para o time do Palmeiras

Técnico usa derrota por 1 a 0 para o Corinthians como exemplo da deficiência no elenco

DANIEL BATISTA, Agência Estado

07 de fevereiro de 2011 | 21h23

SÃO PAULO - A boa atuação do goleiro corintiano Julio César não apagou a principal deficiência do Palmeiras: a falta de um atacante matador. Desde o começo do ano, Felipão reclama da falta deste definidor. No clássico, o time alviverde perdeu pelo menos três boas chances de marcar, que talvez pudessem ter sido melhor aproveitadas por um centroavante de ofício.

Ninguém na Academia de Futebol tira os créditos do goleiro Júlio César, um dos responsáveis pela vitória do Corinthians. Felipão, contudo, condenou as finalizações erradas de seus atacantes. "Faltou o arremate certo. Talvez chutar um pouco mais de lado, usar o peito, a barriga...", lamentou o treinador, criticando o preciosismo dos atletas na hora de marcar.

Ele referia-se a um lance que aconteceu aos 27 minutos do segundo tempo, quando Adriano partiu pela direita, entrou na área e cruzou à meia altura. Kléber tentou concluir com a perna direita, mas não chegou na bola. "Se tivéssemos um finalizador desses que eu quero, pelo menos um dos cinco gols que perdemos, tínhamos feito. A gente reclama, trabalha todo dia e não pode só ficar esperando", esbravejou Felipão, dando um recado tanto para seus homens de frente quanto para os novos dirigentes.

Quem vem exercendo a função de goleador é o próprio Kléber. O problema é que embora seja o artilheiro do time na temporada, com quatro gols, o atacante apenas quebra o galho como centroavante de área. Sua posição é segundo atacante e a adaptação ainda está longe do ideal.

Se não for Kléber, Felipão tem de escalar Luan, Dinei, Adriano ou apelar para o jovem Vinícius. Nenhum deles tem como característica atuar enfiado entre os marcadores. E Felipão, historicamente, gosta de ter um atleta com este estilo no time.

De olho no mercado. Está difícil achar alguém. Os nomes que interessam são caros como Viatri, do Boca Juniors, e Marcelo Moreno, do Shakhtar Donetsk, da Ucrânia. E os que se enquadram nos valores propostos pela diretoria, não agradam ao chefão. Alecsandro, do Internacional, foi oferecido, mas a negociação não foi adiante porque o clube gaúcho não se interessou pela oferta do Palmeiras, que não queria mexer no bolso e se comprometeu a apenas oferecer jogadores em troca.

A Traffic também está procurando este tão desejado atacante, mas o mercado não apresenta muitas opções. A empresa quer contratar alguém que tenha talento, mas que seja jovem, para poder vendê-lo no futuro. "Conversamos com a Traffic, mas ainda estamos analisando. O mais importante é que fizemos uma reaproximação e isso será importante. Só não podemos contratar alguém que a gente não vai conseguir pagar depois", disse Roberto Frizzo, vice de futebol do clube.

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