Paulo Whitaker/Reuters
Paulo Whitaker/Reuters

Felipão refuta copiar a tática da Itália para bater Espanha na final

Treinador mostra convicção de que seu modelo de jogo escolhido pode levar o Brasil ao título

ROBSON MORELLI - Enviado especial, Agência Estado

29 de junho de 2013 | 18h38

RIO - O técnico Luiz Felipe Scolari refutou completamente a hipótese de a seleção brasileira repetir a tática italiana que quase bateu a Espanha na semifinal da Copa das Confederações. Em entrevista coletiva neste sábado, véspera da decisão histórica no Maracanã, o treinador mostrou convicção de que o modelo de jogo escolhido por ele para a seleção brasileira pode levar a equipe a vencer os multicampeões espanhóis e dar ao País o seu quarto título da competição.

"Imagina se eu boto três zagueiros amanhã (domingo). Sou crucificado por 180 jornalistas. Aquilo lá é uma forma de jogar que é típica da Itália, nós não podemos ter de um dia para o outro essa formação. Temos que ter a formação que foi formatada durante essa competição e nos dois amistosos antes. Se alguns gostam ou não gostam, eu gostei. E vou fazer com que jogue da mesma forma", disse Felipão.

Para o treinador, aliás, a Espanha não é favorita. Ele não esconde que a seleção campeã do mundo tem "algumas vantagens" sobre o Brasil, mas pondera que a força de vontade dos brasileiros, empurrados pela torcida, também pode fazer a diferença. "Nos últimos seis anos, (a Espanha) impôs seu futebol, venceu todas as competições, vem jogando com essa mesma equipe praticamente os últimos seis anos, então eles têm algumas vantagens a mais do que nós", opinou. "Eles podem ter alguma superioridade, mas com força e espírito a gente pode igualar e passar na frente de tudo isso que eles têm."

Durante a coletiva, Felipão bateu na tecla de que o Brasil tem a chance de mandar uma mensagem para a torcida e para os adversários: que tem novamente uma grande seleção e que vai chegar à Copa do Mundo do ano que vem entre os favoritos. O único time pentacampeão do mundo precisa sim ser temido.

"Se vencermos, mandamos uma mensagem para todas as outras seleções que vamos disputar o título de 2014 contra outras sete ou outras seleções. Se jogarmos bem, criarmos, mas não ganharmos, também mandamos uma mensagem. Era esse o nosso propósito quando começamos a Copa das Confederações. Estaremos jogando não só o jogo de amanhã (domingo), mandando a todo mundo uma mensagem, mas principalmente à torcida brasileira", afirmou Felipão.

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