Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Felipão revela conversas com atletas sobre protestos na Copa para pedir foco

Técnico da seleção brasileira quer que equipe se concentre nos jogos

Agência Estado

28 de fevereiro de 2014 | 16h45

SÃO PAULO - Em entrevista publicada nesta sexta-feira pela Fifa Week, revista semanal da entidade máxima do futebol, Luiz Felipe Scolari, técnico da seleção brasileira, tocou num tema que tem evitado nas entrevistas coletivas: os protestos de rua contra a Copa do Mundo. O treinador nacional reconheceu que conversa constantemente com seus atletas sobre isso.

"Cada um tem sua opinião, mas agora cada jogador deve se concentrar e focar apenas naquilo que tiver de fazer em campo durante a Copa do Mundo. Os jogadores reagem emocionalmente às vezes. Nós falamos com eles abertamente sobre isso e eles podem expressar suas opiniões pelas mídias sociais, mas nós temos regras como um time e estamos atentos a isso", explicou Felipão.

O treinador admitiu que os protestos como os que foram vistos durante a Copa das Confederações do ano passado têm influência sobre os atletas e que o trabalho da comissão técnica é tentar evitar danos à equipe. "Tenho certeza de que nós não seremos influenciados ou afetados por qualquer uma dessas circunstâncias. Com certeza, nós somos afetados como pessoas, cidadãos e brasileiros. Mas temos de ser capazes de nos desconectarmos disso e falar para nossos jogadores fazerem o mesmo. Então, temos de estar focados inteiramente no que acontece no campo de jogo."

Na entrevista, Felipão comentou principalmente sobre as expectativas para a Copa do Mundo e garantiu que, se a seleção não conquistar o título, isso não significa necessariamente um fracasso. "Eu tive muita experiência e estive em algumas situações em que os times são aplaudidos pelos seus torcedores mesmo sem serem campeões, finalistas ou terceiros colocados. Ao invés disso, é muito mais uma questão de como o time joga", avaliou.

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