Felipão se diz surpreso com a Holanda e mantém receio

A partida entre Portugal e Holanda neste domingo é um desafio para se encontrar um favorito. Se a seleção portuguesa não perde há muito tempo - a última derrota foi para a Irlanda, por 1 a 0, há 15 meses -, a Holanda está invicta desde que Marco Van Basten assumiu o comando técnico do time. Por coincidência, a última derrota dos holandeses foi justamente contra os portugueses, por 2 a 1, na Eurocopa de 2004. O técnico Luiz Felipe Scolari avalia estes números de forma bem objetiva: "Não tem vantagem pra ninguém", diz. "O time tem muito respeito pela Holanda, que é bem diferente da semifinal da Eurocopa. Estamos até surpresos com o que eles estão desenvolvendo nesta Copa do Mundo".Esse receio com o adversário, mesmo tendo uma pequena vantagem pela campanha no atual torneio - Portugal ganhou os três jogos e os holandeses duas - é visto como algo positivo pelo técnico brasileiro. "O receio é bom, por assim respeitamos ainda mais o adversário".A partida deste domingo é vista como fundamental para o planejamento de Portugal. "É a nossa partida mais importante, porque o planejamento era para chegarmos entre os oito melhores (o que acontece se time chegar às quartas-de-final). Essa é uma decisão tomada há um ano e meio". Só lhe incomoda as partidas são eliminatórias, ou seja, quem perder está eliminado. "Não é o campeonato que eu mais gosto, mas me acostumei desde o tempo de Brasil."Sobre o fato do time ter feito apenas um leve rachão em seu último treino antes da partida, Felipão minimizou o fato de alguns acharem que seria necessário treinar jogadas ensaiadas ou realizar um treino coletivo. "Não é mais o momento de fazer trabalho físico e tático, e sim de decisão." O time para este jogo deve ser o mesmo das últimas partidas - sem mudanças, inclusive, na defesa, como chegou a ser cogitado.ReclamaçãoFelipão ficou incomodado com o gramado do Franskenstadion e reclamou bastante. O que incomodava o técnico era a facilidade com que a grama soltava do chão. Representantes da Fifa foram ao campo ouvir o técnico.

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