Marcio Fernandes/Estadão
Marcio Fernandes/Estadão

'Felipão se reinventou após a Copa do Mundo de 2014' , diz Arce

Campeão da Libertadores em 1999 e hoje técnico na Arábia Saudita, o ex-lateral destaca evolução do treinador

Entrevista com

Francisco Arce - campeão da Libertadores em 1999

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

24 Outubro 2018 | 05h00

O nome Francisco Arce traz ótimas recordações para os palmeirenses. Ele foi um dos destaques da conquista da Libertadores de 1999, também sob o comando de Luiz Felipe Scolari, que dirige nesta quarta-feira a equipe diante do Boca Juniors, nas semifinais da Libertadores. Seu estilo marcou uma época no clube e se tornou uma referência no início dos anos 2000. Hoje, ele é treinador do Al Ohod, equipe que fica na cidade de Medina, na Arábia Saudita. Ao Estado, o ex-lateral relembrou as características do time de 1999 e afirma que Felipão conseguiu se reinventar após as dificuldades na carreira, especialmente a Copa de 2014

Como foi a conquista com o Palmeiras na Libertadores de 1999?  

Nós tínhamos praticamente dois times. Eram dois jogadores de muita qualidade por posição. Acho que o ano anterior foi fundamental para a conquista. Eu me lembro de tudo perfeitamente até hoje. O professor Luiz Felipe falava para a gente que a Copa Mercosul (torneio que foi substituído pela Copa Sul-Americana) seria uma espécie de teste, uma prova. Alguns tinham experiência, mas muitos não haviam jogado a Libertadores muitas vezes. Por isso, a Mercosul seria um experimento para o ano seguinte. Fomos tão bem que ganhamos a Mercosul e ganhamos a Libertadores um ano depois. 

O que mudou no Felipão de hoje em relação ao da campanha de 1999?

Acho que ele não mudou muito. Ele se reinventou a cada dificuldade, especialmente após a Copa do Mundo, em 2014. Ele teve a força e o espírito para recomeçar depois de ter feito praticamente toda a carreira. Ele voltou a treinar, foi para o Grêmio, depois foi trabalhar lá fora de novo (no futebol chinês). Felipão transmite essa segurança e essa força para os grupos com os quais trabalha. Isso é fundamental para grandes campanhas.

Como avalia o Palmeiras semifinalista? 

O time vive uma sequência espetacular. Scolari sabe controlar a ansiedade principalmente nesta fase da competição. É possível que vá à final. E poderemos ter um confronto entre brasileiros. 

Como tem sido trabalhar na Arábia Saudita? 

Tem sido uma experiência diferente. Em muitos aspectos, tem sido muito bom. É diferente do que estamos acostumados em relação aos hábitos, língua e tudo o que temos ao redor para trabalhar. Viver aqui não é tão complicado. Temos tudo de melhor. Além disso, somos pacatos para viver a nossa vida. 

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