Felipão tem apoio dos jornalistas de Portugal na Copa

A Família Scolari, nascida em 2002 na Ásia com a seleção brasileira, ganhou mais um filho. Ou melhor: 23 jogadores e muitos jornalistas. Felipão tem a confiança e o respeito de todo o elenco da seleção portuguesa para tentar levar o país ao seu melhor desempenho em Copas e superar o terceiro lugar de 1966, na Inglaterra. Mais: a imprensa é quase unânime a favor do trabalho do ?Míster?, como é chamado, e até torce para a sua permanência no cargo após o Mundial da Alemanha. ?Ele sabe conquistar as pessoas. Passa a alegria brasileira a todos do grupo, sem deixar de lado a concentração no trabalho?, disse Simão Sabrosa, do Benfica, e uma espécie de curinga do treinador brasileiro para o ataque. ?O clima para a Copa é completamente diferente daquele de 2002?, disse o experiente jornalista português Rebelo de Castro, que aponta o carisma e a personalidade os pontos fortes do treinador. ?No vice-campeonato da Eurocopa, Felipão deixou fora do time o goleiro Vítor Baía. A repercussão em Portugal foi a mesma do Romário para vocês em 2002. Mas o Felipe manteve sua posição e não voltou atrás. Ganhou credibilidade e força entre os jogadores e imprensa", comentou Castro.Felipão recebe críticas por parte de alguns jornalistas que não concordam com a convocação dos volantes Costinha, do Dínamo de Kiev, e Maniche, do Chelsea. ?Os dois jogaram muito pouco nesta temporada em seus clubes, mas fazem parte do grupo e o Felipão não abre mão disso?, afirmou Jorge Goulão, do SportTV. José Freitas, do jornal A Bola, vai mais longe. ?Como português e jornalista, não importa a ordem, torço para que Felipão siga com a seleção de Portugal. Ele trouxe identidade a este time. Uma minoria não gosta dele porque antes dele a seleção era uma zona. Quem mandava sempre era o presidente do Porto. Quando o míster Felipão assumiu, acabou com isso. Quem manda é ele e isso incomoda muito aqueles que sempre se intrometeram na seleção.? Uma diferença, pelo menos, é marcante no trabalho de Scolari em Portugal, comparando-o com o da seleção brasileira na Ásia. O título não é obrigatório para realçar seu desempenho. ?Se ele chegar às quartas-de-final já terá feito seu papel?, afirmou Rebelo. ?Acho que Portugal não é o favorito, mas com o míster poderá fazer algumas gracinhas no Mundial. Sonho com uma decisão com o Brasil. Um vice-campeonato nestas condições seria maravilhoso, o ideal.?

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