Felipão tem pressa para fechar o time para a Copa do Mundo de 2014

Treinador garante que até dezembro, quando se encerrar ciclo de amistosos, espera definir grupo

LEONARDO MAIA, O Estado de S. Paulo

22 de agosto de 2013 | 07h31

RIO - O torcedor brasileiro conhecerá até o fim do ano, com quase 100% de exatidão, os homens que tentarão conquistar um título cobiçado desde 1950. Provavelmente até lá já se saberá até mesmo os 11 que vão se perfilar para ouvir o Hino Nacional na Arena do Corinthians, na abertura da Copa de 2014. Luiz Felipe Scolari disse nesta quarta-feira, ao apresentar a convocação para os amistosos com a Austrália (7 de setembro, Brasília) e Portugal (10 de setembro, Boston), que basicamente fechará até dezembro o grupo que disputará o Mundial. "Até o fim do ano é quando poderei convocar novos jogadores. Os que não forem chamados até lá será muito difícil (que estejam na convocação para a Copa)."

Assim, três jogadores que não estavam no grupo campeão da Copa das Confederações podem comemorar. Pelo menos eles já estão dentro dessas observações que o treinador pretende fazer. Caberá a Maicon (Roma), Henrique (Palmeiras) e Ramires (Chelsea) convencer Scolari de que devem continuar no grupo até o Mundial. Terão dois jogos para mostrar suas credenciais no próximo mês, e é bom não desperdiçá-los. Poderão ser os únicos. "Nossa preocupação é manter a base da seleção campeã nas Confederações. Vamos observar um ou outro", disse Felipão, referindo-se à convocação, mas também antecipando as próximas chamadas.

Dentre as três novidades - saíram o zagueiro Réver (Atlético-MG), o volante Jean (Fluminense) e o meia Jadson (São Paul0), para descanso e por atuarem no Brasil - a que estará sob especial análise é o veterano Maicon, que não vestia a amarelinha desde a Copa América de 2011. O lateral-direito já ocupava os pensamentos de Felipão, mas o momento ideal não surgia. "Converso com o Maicon desde que voltei à seleção. Ele teve problemas de lesão no Manchester City. As informações que recebi são de que está muito bem (fisicamente) na Roma. É a oportunidade de observá-lo nesses dois jogos e ver se vale a pena continuar convocando", comentou o técnico.

A lateral direita é uma das principais preocupações de Scolari, se não a principal. A escassez de talento no setor preocupa, a ponto de o treinador ter levado Jean para jogar por ali na Copa das Confederações no caso de uma emergência. Maicon receberá a primeira chance, mas nomes inéditos poderão surgir. A posição deverá ser a única entre os titulares que estará em aberto depois da virada do ano. Novidades a partir de então só surgirão, muito provavelmente, para o banco. "No último amistoso, em março, teremos um time titular definido. É claro que pode haver a necessidade de preenchermos alguma lacuna por um motivo qualquer, mas não teremos mais do que duas novidades."

A VOLTA 

Depois do desentendimento com o técnico por ter pedido dispensa da seleção alegando contusão, Ramires está de volta. Felipão minimizou o conflito e disse que o episódio está superado. "Teremos oportunidade de conviver e vamos conversar mais a fundo quando for a hora. Temos de superar problemas do passado", discursou, rejeitando que tenha sido pressionado pelo presidente da CBF, José Maria Marin, para não chamar o volante do Chelsea. "Quem convoca sou eu. Tenho total liberdade."

A respeito da convocação do zagueiro Henrique, Scolari frisou que não leva em consideração se determinado jogador disputa a Série A ou a B. "Se tiver talento, pode estar na Série C. Observo todos. Não é demérito nenhum jogar a Série B do Brasil."

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